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Jornal

Clubes devem receber cota extra

Série A. Transmissão internacional

01/02/2019 09:50:41

GERSON BARBOSA

ESPECIAL PARA O POVO

gerson.barbosa@opovo.com.br

Um dos assuntos mais debatidos nas últimas horas foi a possibilidade de renda extra aos clubes da Série A do Campeonato Brasileiro a partir deste ano. Na última terça-feira, 15, a ESPN Brasil divulgou novo acordo de cotas de transmissão de jogos por televisão internacional do Brasileirão, que até a edição passada era parte da cota paga pela exibição nacional da TV Globo.

A nova tratativa, negociada junto a um fundo de investimento norte-americano, está próxima de ser oficializada e prevê um total de R$ 600 milhões para ser rateado entre os 20 clubes - entre eles, Ceará e Fortaleza.

A principal dúvida estabelecida foi se esse dinheiro seria pago de maneira anual. Em apuração do O POVO, a possibilidade foi descartada. Fonte ligada a um dos clubes cearenses na Primeira Divisão afirmou que esse dinheiro é referente a um total de cinco anos dos direitos televisivos internacionais. Ou seja, os cerca R$ 30 milhões que cada clube receberia devem ser diluídos em cinco anos e não em um, como se supôs.

O valor anual, ainda segundo a fonte, seria de entre R$ 4 milhões e R$ 4,5 milhões anuais para os cearenses. Ele confirmou ainda que conversas sobre venda de direitos para transmissão de jogos em outros países acontecem desde dezembro passado. O fundo americano que pretendia fazer o investimento desistiu no mês passado em virtude da definição dos clubes rebaixados para a Série B. As conversas, porém, foram retomadas por outro grupo dos Estados Unidos neste ano. As tratativas estão em andamento, sem um final previsto, contudo, os dirigentes se dizem confiantes em um acerto.

A reportagem também ouviu o vice-presidente do Ceará, Raimundo Pinheiro, e o presidente do Fortaleza, Marcelo Paz, que reiteraram o desenrolar das conversas dos clubes entre si e com o fundo americano que quer comprar os direitos de exploração das cotas internacionais, anteriormente da Globo. Os clubes, porém, preferiram aguardar uma definição antes de divulgar mais detalhes.

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