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Jornal

A PRIMEIRA ZEBRA

- NOSSO campeonato pode até ser desengonçado. Mas também pode acontecer coisas inesperadas. Primeiro exemplo já surgiu. Derrota do Ferroviário (3 a 2) para o Atlético-CE no PV azul de todos nós. Não foi uma vitória qualquer. Pode até havido surpresa, menos pelo bom futebol apresentado, mais pelo Atlético surpreendendo a todos, superior em tudo ao Ferrão.

- PRIMEIRA zebra é bom prenúncio de que outras acontecerão. Já disse um milhão de vezes. Futebol sem zebra perde a graça. É como a história da rivalidade. Tem que haver, é importante que ela exista, pra animar a festa.

- TEORICAMENTE o Ferrão era o franco favorito. Pelo menos assim se supunha. Há mais de um mês treina diariamente na Barra do Ceará, enquanto do Atlético pouco se tinha noticia a não ser que era o time bancado pelo Arigol, presidido por uma mulher, treinado pelo Luan Carlos, o mais novo do Brasil e um banco de jogadores maioria deles ainda em formação.

- EXATAMENTE para este time, aparentemente sem expressão, que o Ferroviário perdeu seus três primeiros e preciosos pontos em fase da competição de uma via só, jogos encarrilhados. Onde os dois últimos ficarão desempregados no fim de janeiro. Espera-se que não seja o Ferrão, até então tido e havido como um dos favoritos. Na teoria. Na prática a primeira impressão foi péssima.

- REPAREM agora pro detalhe. Um dos zagueiros do Atlético, o Ânderson Sobral foi autor de dois, dos três gols do Atlético. Explica-se e justifica-se um zagueiro vir lá de trás e balançar as redes duas vezes? Ou a zaga do Ferroviário é uma peneira ou o Ânderson é muito bom zagueiro. Preferível ficar com a primeira hipótese. A da peneira.

- SALTA aos olhos de que o técnico Marcelo Vilar sabia tudo do Ferrão que comanda e bulhufas do Atlético. Caso contrário teria tomado suas precauções. Deve ter se preocupado muito mais em olhar para o seu umbigo, ou seja, o Ferrão venceria apenas com o nome. Estrepou-se todo.

- FOI o jogo em que Avelar Rodrigo, veterano no apito, inverteu jogadas, marcou pênalti inexistente contra o Atlético e deixou de marcar um visível contra o Ferroviário. Fez média. Pra completar expulsou o técnico Luan Carlos que fez o obséquio de repor pra dentro de campo a bola que saíra pela lateral. Avelar interpretou que foi pra retardar o jogo. Mas nem isso atrapalhou a vitória do Atlético.

- PEDRA NA LUA

- OUTRAS zebras virão? Torço pra que venham pra animar a festa da turma do baixo clero também conhecida como a raia miúda. Antes que esqueça - o Ferrão jogou pedra na lua.

A PRIMEIRA VEZ

- ZEBRA à parte aconteceu também a primeira surpresa da rodada. Menos pela vitória do Barbalha sobre o Iguatu, até aí sem favoritos, sim, pelo primeiro pênalti perdido em toda sua vida, pelo meia Elanardo, o rei dos pênaltis. Em futebol como na vida, há sempre uma primeira vez. Este pênalti perdido, como a história do primeiro soutien da publicidade, o Elanardo jamais esquecerá.

- COMPLEMENTO da rodada, o Guarany de Sobral, feito a toque de caixa, arrancou empate com o Horizonte, no Domingão. Vai longe o tempo em que o Galo era respeitado dentro, principalmente, e fora de casa. Acorda Paulão!

BAFO DE BOCA

- LEMBRAM a história do Rafael Sóbis, que o Cruzeiro não mais interessou-se? Ceará e Fortaleza se apressaram em espalhar interesse por ele, dando a impressão que haveria uma corrida entre dois em busca do seu concurso.

- TUDO conversa fiada, bafo de boca, só pra alimentar a esperança do torcedor. Nenhum quer jogador de ponta, optando por refugos e apostas. Mais baratos e de graça. Resultado de tudo, o Internacional foi lá levou o atacante tranquilamente sem assédio de ninguém.

ESPERANÇA PERDIDA

- SEM esquecer. Pro Éverson perder, ainda mais, noites de sono, o Grêmio, diante da inflexibilidade do Ceará contratou o goleiro Júlio César, do Fluminense, muito pior que ele.

- CONSOLO pra torcida alvinegra. Sabe quando o paredão sairá de Porangabuçu? Quando aquela densa barba dele ficar totalmente branca...

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