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Outro auge Tricolor

|Receitas| Campanha do Fortaleza na Série B reflete no programa de sócios e no faturamento em vendas

01:30 | 14/11/2018
Com uma história centenária, o Fortaleza vive, hoje, o melhor momento desde a fundação. Campeão brasileiro, com vaga assegurada na elite do futebol nacional em 2019 e de volta à Copa do Nordeste e Copa do Brasil, torneios importantes do ponto de vista técnico e principalmente financeiro, o Leão sente a boa fase refletir também fora de campo.

 

A campanha histórica na Série B deste ano gerou um boom no programa de sócio-torcedor e impulsionou as vendas dos produtos oficiais do Fortaleza, alavancando os faturamentos da Leão 1918, marca própria do clube. Em números absolutos, hoje o Fortaleza conta com quase 27 mil associados e o lucro bruto de lojas somente em outubro, mês de aniversário do clube, foi de R$ 1,3 milhão.

 

"No último planejamento estratégico, realizado em setembro, o sócio-torcedor representou 23% de toda a receita que entrou no Fortaleza. É a maior fonte de receita do clube. O faturamento de loja ainda foi um pouco tímido no período (de janeiro a setembro), mas alcançou 8%", detalha o gestor do programa de sócios, Gigliani Maia. Esses números ainda não incluem os incrementos do mês de aniversário, que foram bastante significativos.

 

O próximo e último planejamento estratégico do ano, marcado para dezembro, vai dar um panorama geral da temporada e servir como norte para o ano de 2019. Antes mesmo que isso aconteça, Maia garante que as metas traçadas para associados e vendas da Leão 1918 já foram alcançadas.

 

Para a próxima temporada, o objetivo é alcançar 35 mil sócios-torcedores, o que renderia ao Tricolor mensalmente um faturamento superior a R$ 1 milhão. O clube pretende investir também em automação, para aumentar o conforto dos sócios e estuda como melhorar a experiência do cliente, tanto no estádio quanto na rede de benefícios oferecidos.

 

Para a Leão 1918, os planos são mais ousados, especialmente porque as expectativas para 2018 foram consideradas tímidas. "O Fortaleza não tem mais intenção de abrir quiosques, por exemplo, mas transformar todos que já existem em lojas", exemplifica Maia, revelando que haverá a construção de uma "loja conceito" também.

 

O dirigente disse ainda que, com a possibilidade da gestão compartilhada do estádio, o Castelão poderá contar com local fixo para vendas em dias de jogos. O comércio de copos e camisas nos estádios já renderam um lucro líquido de R$ 145 mil.

 

Uniforme 

 

Um boato de que o Fortaleza usaria material Nike em 2019 foi desmentido por dirigentes do clube nas redes sociais. A diretoria enxerga o Fortaleza como case nacional com a Leão 1918

 

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BRENNO REBOUçAS