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Tite ganha nova chance

| SELEÇÃO BRASILEIRA | CBF confirma acerto e Tite continua no comando da canarinho no ciclo para a copa do mundo do Qatar, em 2022. Edu Gaspar, coordenador de seleções, também segue no cargo

01:30 | 26/07/2018
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O técnico Tite renovou ontem o contrato para continuar no comando da seleção brasileira. Com a prorrogação do vínculo, o gaúcho vai liderar o pentacampeão mundial no ciclo da Copa do Mundo do Qatar, que será realizada entre novembro e dezembro de 2022. O anúncio foi feito Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

 

"A CBF está investindo em um projeto de longo prazo ao garantir à comissão técnica seis anos e meio à frente da seleção", afirmou o diretor-executivo de gestão da entidade, Rogério Caboclo, em declarações ao site da CBF.

 

Tite é o primeiro treinador do Brasil a continuar no cargo após uma eliminação na Copa do Mundo desde Claudio Coutinho, em 1978.

 

"Entendo que a CBF nos deu as condições para construir um ambiente de união e de profissionalismo extremo e assim continuaremos. É um grande desafio e estamos felizes em enfrentá-lo, já com o foco voltado para os próximos jogos e competições", analisou Tite em declarações ao site da CBF.

 

Além do comandante, o coordenador de seleções, Edu Gaspar, também acertou a extensão de seu contrato com a entidade.

 

O primeiro novo grande desafio da comissão técnica será a Copa América de 2019, disputada em casa. Antes disso, porém, a equipe terá pela frente amistosos preparatórios - o primeiro deles contra os Estados Unidos, no dia 7 de setembro, em East Rutherford.

 

Desde a chegada de Tite, em 2016, o Brasil venceu 20 jogos, empatou quatro e perdeu dois, um deles na eliminação para a Bélgica nas quartas de final da Copa do Mundo da Rússia.

 

Sob o comando de Tite, o Brasil fez ainda campanha de sucesso nas Eliminatórias Sul-Americanas - nas quais teve a melhor campanha e se sagrou o primeiro qualificado para a Rússia-2018.

 

O técnico gaúcho assumiu a seleção em junho de 2016, dias após Dunga ser demitido por causa do fracasso do Brasil na Copa América Centenário - quando o time caiu na primeira fase, eliminado por Peru e Equador. Ex-volante, Adenor Bachi chamou a atenção em 2000, quando foi campeão gaúcho pelo modesto Caxias.

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De 2001 e 2003, ele comandou o Grêmio, onde venceu a Copa do Brasil e outra Campeonato Gaúcho. Passou ainda pelo São Caetano, antes de ganhar fama nacional como técnico do Corinthians. Lá, ele conquistou a Libertadores (2012), o Mundial (2012), dois Brasileiros (2011 e 2013) e um Paulista (2013). Foi treinador ainda de Garany-RS, Veranópolis-RS, Juventude-RS, Atlético-MG, Palmeiras-SP, Internacional-RS, Al Ain (Emirados Árabes) e Al-Wahda (Emirados Árabes). (Com AFP)

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