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Raio-X: Força coletiva e destaques individuais marcam França x Croácia

DECISÃO. França e Croácia chegam à decisão com solidez e equilíbrio. Aposta é no coletivo, mas individualidades podem resolver

01:30 | 12/07/2018

Depois de 62 jogos em 28 dias de muita festa e jogos emocionantes, chegou o momento mais esperado: a Copa do Mundo tem os finalistas definidos. França e Croácia são as seleções sobreviventes que disputarão o título Mundial 2018, no próximo domingo, às 12 horas (de Fortaleza), no estádio Luzhniki, em Moscou. Uma final inédita, com pitada de revanche e cercada de elementos surpreendentes, que premia quem há 20 anos também fazia história.

Em 1998, na Copa da França, os donos da casa venceram seu primeiro — e até agora único — Mundial. Para tal, eliminaram na semifinal a Croácia, que depois venceu a Holanda e conquistou o terceiro lugar, naquela que era, até anteontem, a melhor campanha do país na história das Copas. O ar de vingança então é inquestionável em uma disputa que promete muito equilíbrio.

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Ambos chegam à decisão com méritos, obviamente, mas destaca-se a imensa solidez e consistência das campanhas invictas. A França venceu cinco jogos e empatou um, tendo marcado dez gols e sofrido apenas quatro, enquanto a Croácia triunfou quatro vezes e empatou outras duas, com 12 gols marcados e cinco sofridos.

A força coletiva é o principal trunfo de ambos. Atletas altamente qualificados e que jogam nos maiores clubes do mundo estarão em campo dos dois lados, com grande propensão para que os destaques individuais resolvam.

Do lado francês, o principal nome é o jovem Mbappé, mas atletas como Griezmann, Pogba, Varane, Umtiti e Lloris também exercem papel decisivo. Bem como os croatas apostam em Luka Modric como principal jogador, mas contam com Rakitic, Mandzukic, Perisic e Subasic como personagens marcantes na atual campanha.

No histórico do confronto, a vantagem é larga para a França. Foram quatro jogos, com três vitórias dos Bleus e um empate. Ou seja, a Croácia luta não só pelo título, mas para quebrar um tabu. Ao todo, foram nove gols franceses e apenas três da seleção dos Bálcãs. Em Copas, a partida de 1998 — com o então volante e hoje técnico francês Didier Deschamps em campo — foi a única disputa.

Certo é que a promessa é de um grande jogo em uma final inédita e que antes mesmo da bola rolar já entrou para a história das Copas.

PAUL ELLIS/AFP
PAUL ELLIS/AFP

DESCHAMPS

Campeão em 1998, o treinador pode entrar para a história do futebol como o terceiro a conseguir vencer a Copa do Mundo como jogador e técnico. Até hoje, só o brasileiro Zagallo e o alemão Franz Beckenbauer conseguiram tal feito.

MLADEN ANTONOV/AFP
MLADEN ANTONOV/AFP
 

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No comando da seleção croata desde 2017, o treinador já entrou para a história do futebol do país como comandante da melhor campanha da Croácia na história das Copas. Na final, ele tem a chance de ir além, conquistando o título inédito.

 

ANÁLISE DOS FINALISTAS

FRANÇA

PONTOS FORTES

DEFESA - Foram só quatro gols sofridos, em apenas duas partidas. Nos dois últimos jogos do mata-mata, contra Uruguai e Bélgica, não sofreu gols.

2) FORÇA FÍSICA - Um dos principais trunfos da França é o vigor físico do time.

PONTOS FRACOS

INEXPERIÊNCIA - Por ser um time muito jovem, pode sentir o peso de uma final.

GIROUD - O centroavante não vive boa fase e não marcou nenhum gol na Copa.

O CRAQUE

Kylian Mbappé

CROÁCIA

PONTOS FORTES

ATAQUE- Foram 12 gols feitos, tendo marcado em todos os jogos da Copa e detendo o 2º melhor ataque da competição.

MEIO DE CAMPO - O setor e a capacidade de criação é o grande destaque da equipe.

PONTOS FRACOS

DESGASTE - Por ter disputado prorrogação em todos os jogos de mata-mata, a Croácia chega desgastada para a final.

ELENCO - Os reservas não estão à altura dos titulares, o que pode ser um problema na disputa final.

O CRAQUE

Luka Modric

ANDRé ALMEIDA