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Os erros de Tite na Copa de 2018

ANÁLISE. Especialistas apontam sete decisões que o técnico da seleção brasileira bancou e que, caso fossem repensadas, poderiam ter mudado a trajetória do Brasil na Copa do Mundo

01:30 | 12/07/2018
LUCAS FIGUEIREDO/CBF
LUCAS FIGUEIREDO/CBF

Poucos contestam que Tite fez um trabalho acima da média como treinador da seleção brasileira na Copa do Mundo da Rússia. No comando do Brasil desde agosto de 2016, o gaúcho fez 26 jogos, com 20 vitórias, quatro empates e apenas duas derrotas – 82% de aproveitamento. Mesmo que o último revés tenha sido doído, já que desembocou na eliminação da seleção, a continuidade do trabalho do treinador é bem vista por torcida e especialistas.

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Mesmo com mais pontos positivos que negativos, chegou a hora de reavaliação do trabalho. A estreia em Copas já ficou para trás, e com essa experiência, Tite pode avaliar melhor a necessidade de mudanças para uma competição de tiro curto. Para um bom planejamento rumo ao Qatar-2022, listamos o que sete especialistas apontam como erros que precisam ser revertidos para pavimentando o caminho do hexa daqui a quatro anos.

 

CAPITÃES

“A teoria de Tite, que no papel pareceu interessante, mostrou-se na prática como um inexplicável medo de escolher um líder na seleção.

Ou simplesmente se justifica por ele não ter um líder. Faltou a figura de um capitão em momentos de claro descontrole, principalmente da estrela principal, Neymar” (Jornal AS, da Espanha).

 

CONVOCAÇÃO

“Tite não convocou bem, por isso tinha poucas opções de banco para variações dentro do jogo. Foi uma convocação mal resolvida.

Fernandinho não era a melhor opção para substituir Casemiro, mas ele não tinha quem escalar. Faltou Arthur e Luan (ambos do Grêmio) como opções (no banco)” (Lédio Carmona, comentarista do SporTV)

MESSIANISMO

“Um dos problemas dessa seleção foi a veneração de muitos pelo personagem messiânico construído. Faltaram contestações, sobraram explicações e justificativa para todas as escolhas do técnico. Desumanizaram o treinador ao partir sempre do princípio de que ele está sempre certo”(Mauro Cezar Pereira, ESPN Brasil e Gazeta do Povo).

NEYMAR

“Falha na gestão de elenco, tão elogiada em Tite. Bom, o Brasil tem em Neymar seu melhor jogador e ele não rendeu o esperado.

Durante a maior parte do tempo, esteve envolto em uma controvérsia sobre seu ‘cai-cai’. Tite o protegeu publicamente.” (Rodrigo Matos, do Blog do RM/UOL).

BENJAMIN CREMEL/AFP
BENJAMIN CREMEL/AFP
 

CENTROAVANTE

“Mesmo uma peça de qualidade, se não estiver bem polida para ocupar o espaço certo, resulta em fracasso. Que Gabriel Jesus tem talento não se discute, mas ao lado de Neymar e Coutinho não foi referência nem apoio. Homem de área, finalizou apenas duas vezes no gol e passou em branco nos cinco jogos do Brasil na Copa” (Brenno Rebouças, jornalista do O POVO)

GABRIEL BOUYS/AFP
GABRIEL BOUYS/AFP
 

BÉLGICA

“Houve um erro de diagnóstico da comissão técnica ao entender que De Bruyne (foto) continuaria jogando como segundo volante. Só que Martínez inverteu Fellaini com De Bruyne, o que estava claro desde que as primeiras prévias começaram a aparecer. O 7 belga destruiu o jogo, deu o passe que resultou no escanteio que virou o primeiro gol e foi dele o segundo” (Paulo Vinícius Coelho, Blog do PVC – Folha de SP).

LUCAS FIGUEIREDO/CBF
LUCAS FIGUEIREDO/CBF

FÍSICO

“Um dos problemas que a seleção brasileira enfrentou foi a ausência das melhores condições físicas de boa parte dos convocados.

Neymar, Douglas Costa, Marcelo, Paulinho, Fred, Danilo (foto) e Renato Augusto foram alguns dos que enfrentaram problemas físicos ou clínicos na preparação ou mesmo no Mundial” (André Almeida, jornalista do O POVO)