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O papel do técnico entre 1958 e 2018

01:30 | 12/07/2018

Técnicos estão em alta. O sistema defensivo foi à tônica desta Copa.

Dependendo da necessidade do resultado, uma equipe avançava e utilizava a marcação alta. Se estivesse com vantagem no placar recuava para uma marcação baixa e seus jogadores ficavam todos atrás da linha da bola esperando um erro para contra-atacar.

Quando o Brasil conquistou seu primeiro título numa Copa, em 1958, dizia-se que Vicente Feola dormia no banco. Na verdade, nosso técnico sofria de angina, e, vez por outra, sentia dor no peito e fechava os olhos. Não se dava grande importância ao técnico, tanto que o falecido comentarista João Saldanha dizia que para formar a seleção bastava convocar jogadores dos melhores times, e, no vestiário jogar as camisas para o alto. Quem pegar joga.

Naquele tempo predominava o conceito de posição. Conceito esse que, com o passar dos anos, a melhoria das condições de saúde e a evolução da preparação física foi substituído pela função, ou seja, um jogador embora seja escalado em determinada posição deverá se movimentar pelo campo e executar várias funções. Devido a isso os jogos ganharam em velocidade e para se jogar futebol nos dias de hoje tem que ter um fôlego de papa-léguas.

Essa movimentação exige naturalmente uma estruturação que envolve, além das manobras defensivas, uma aplicação tática nas manobras ofensivas. Tarefa para os técnicos. Essa é uma das razões porque um técnico, ao final de cada partida, senta numa cadeira tendo por trás de si um mural com o nome das empresas patrocinadoras do evento e se derrama em explicações nem sempre convincentes.

Quem jogou diferente foi a Croácia, que além de carregar o coração na ponta da chuteira sempre procurou propor o jogo apoiada em Modric e Rakitic, dois extraordinários jogadores de meio-campo, que fazem valer a máxima antiga de que ganha o jogo quem vence o duelo do meio-campo. Desgastada após três prorrogações a Croácia vai decidir o título contra a França no domingo.

 

Por Sérgio Rêdes