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Goleiros têm feito a diferença na Copa

DESTAQUES. Goleiros brilham no Mundial e se consolidam como personagens determinantes nas campanhas dos semifinalistas

01:30 | 09/07/2018

A cada fase da Copa do Mundo, os pequenos detalhes tornam-se ainda mais decisivos. No momento de afunilamento do torneio, os erros têm maior peso e é indispensável que todos os trunfos possíveis estejam na melhor forma. É isso que diferencia os quatro semifinalistas das demais seleções que ficaram pelo caminho. Dentre os muito pontos fortes que possuem, Bélgica, França, Inglaterra e Croácia apostam em algo comum para chegar à final e tentar a disputa do título: a força dos goleiros.

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No alto de seus 1,99m, Thibaut Courtois é peça fundamental na histórica campanha da Bélgica no Mundial. Ele é o 3º goleiro que mais fez defesas no torneio, com 18 em cinco jogos, incluindo a partida contra o Brasil, em que foi personagem determinante. Ficará por muito tempo na memória dos brasileiros o voo que o camisa 1 belga fez para espalmar cinematograficamente o chute de Neymar, aos 48 minutos do segundo tempo, que iria entrar no ângulo e sacramentar o empate na partida. Sem falar em outros muitos momentos que teve intervenções determinantes para evitar o empate Canarinho.


Adversária da Bélgica na semifinal, a França também conta com muita segurança embaixo das traves. Se os Blues seguem firmes na briga pelo título, muito devem a Hugo Lloris, que também foi imprescindível nas quartas de final. O arqueiro francês fez a “defesa da Copa” até aqui, em cabeçada de Martín Cáceres, aos 43 minutos do primeiro tempo, quando a França vencia o Uruguai por 1 a 0. A mão direita do capitão francês evitou o gol que mudaria a história da partida e já era até dado como certo pelos próprios companheiros.


“Lloris fez uma defesa incrível. Foi o grande Hugo. Ele foi rápido, brilhante. Eu pensei que a bola ia entrar. É reconfortante ter Hugo no gol. Quando ele faz algo assim, devemos agradecer e abraçá-lo”, disse o zagueiro Raphael Varane após a partida, reverenciando o goleiro que mais vezes vestiu a camisa da seleção francesa, em um total de 103 jogos.


Na outra semifinal, dois goleiros “menos badalados”, mas igualmente importantes e decisivos para suas seleções. No lado inglês, Jordan Pickford é o mais jovem entre os arqueiros semifinalistas, mas já provou sua enorme capacidade. Com ótimas defesas, foi eleito pela Fifa como o melhor jogador da partida na vitória da Inglaterra por 2 a 0 sobre a Suécia, nas quartas de final, e com a sólida Copa que vem fazendo, com destaque especial para a disputa de pênaltis contra a Colômbia, ele parece ser o camisa 1 que os ingleses procuram há tanto tempo.


Na Croácia, o herói não veste a 1, mas sim a 23. Aos 33 anos, Danijel Subaši%u0107, o mais experiente do quarteto, já entrou para a história das Copas. Ele empatou com o alemão Harald Schumacher e o argentino Sergio Goycochea como o goleiro que mais tem pênaltis defendidos em cobranças de penalidades em fases eliminatórias, com quatro defesas, sendo três na disputa contra a Dinamarca, nas oitavas, e uma contra a Rússia, nas quartas. Como ainda tem ao menos mais um jogo, ele ainda pode se isolar como o líder no quesito.


Além de defesas, os goleiros agora têm nas mãos a missão de levar suas nações rumo ao título da 21ª Copa do Mundo. Todos já se mostraram capazes, mas só um deles conseguirá.

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ANDRE ALMEIDA

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