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França, uma potência mundial

01:30 | 11/07/2018

Pela terceira vez a França está na final de uma Copa do Mundo.

Venceu o Brasil em 1998 e perdeu para a Itália em 2006. Agora, aguarda Inglaterra ou Croácia, que se enfrentam hoje, a partir das 15 horas, em Moscou. Em 20 anos e com duas gerações diferentes, o trabalho da seleção francesa não é ocasional. Há talento, disciplina tática e a consolidação de uma potência futebolística, ainda que no mesmo período o time tenha sido eliminado na primeira fase em mais de uma oportunidade.


A grande presença de filhos de imigrantes africanos ou nascidos fora do país também deu outra característica ao grupo, algo que ficou visível em 2018, com mais criatividade e poder de improvisação.

Kanté, Umtiti, Tolisso, Mbappé e Pogba são exemplos evidentes da força da equipe do técnico Deschamps, que até agora venceu cinco dos seis jogos na Copa, além do empate sem gols atuando com os reservas diante da Dinamarca.


O JOGO


A vitória sobre a Bélgica por 1 a 0 em São Petersburgo foi construída com muito mérito defensivo da seleção francesa que, curiosamente, sofreu três gols nas oitavas de final diante de uma Argentina bagunçada (venceu por 4 a 3) e não tomou nenhum contra o Uruguai (triunfo por 2 a 0) e diante dos belgas, equipes bem mais organizadas do ponto de vista tático. Destaque ontem, mais uma vez, para Lloris. O goleiro do Tottenham apareceu no primeiro tempo quando a Bélgica era melhor.


Os zagueiros Varane, do Real Madrid e Umtiti, do Barcelona, também brilharam. Com apenas 25 e 24 anos. respectivamente, formam uma dupla de altíssimo nível. Varane, por sinal, é certamente um dos jogadores mais técnicos do mundo em sua posição, ao lado do brasileiro Thiago Silva, outro que se destaca no trato com a bola, antecipação e distribuição de jogo.


BRASIL


Há uma curiosidade na derrota da Bélgica na Copa. Desde 1990 sempre que uma seleção eliminava o Brasil chegava até a final .Foi assim com a Argentina em 1990, França em 2006, Holanda em 2010 e Alemanha em 2014.. Não será o caso com os belgas.


Apesar do ótimo desempenho deixam o torneio de novo sem conseguir fazer a partida decisiva. O trabalho de Roberto Martínez e seu elenco é digno de registro. A seleção não perdia há 24 jogos.

FERNANDO GRAZIANI

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