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Do carrossel até a final da Copa

01:30 | 12/07/2018

Era uma tarde fria qualquer de dezembro de 2014 quando levei a Pilar, minha filha, então com dois anos, para brincar no carrossel da Calle Serrano, em Madri. Logo depois chegou Modric (já atleta do Real Madrid, que o contratou em 2012). Ele acompanhava o pequeno Ivano, seu filho, pra brincar com os cavalinhos estáticos. Pilar e Ivano brincaram por alguns bons minutos e nós conversamos sobre a campanha do Real naquela temporada, a vida na Espanha e falamos sobre a sua grave contusão na coxa esquerda, que tinha ocorrido atuando pela Croácia no mês anterior. Ele ficaria mais quatro meses afastado dos gramados, perdendo jogos relevantes. Lamentei também que não o tinha visto em campo na noite anterior no Santiago Bernabéu. Foi um ótima conversa, justamente com o agora finalista da Copa da Rússia e candidato a levar o prêmio de melhor do torneio. Logo ele, meu amigo do carrossel.

RARIDADE

A Croácia é apenas a 13ª seleção finalista de uma Copa do Mundo. O número mostra a dificuldade que é disputar o jogo decisivo no principal torneio de futebol do planeta. Estão no grupo também as oito campeãs (Brasil, Alemanha, Argentina, Itália, França, Inglaterra, Uruguai e Espanha), além de Suécia, Tchecoslováquia, Hungria e Holanda, as finalistas não campeãs. Já o destino da Croácia saberemos no próximo domingo, a partir das 12 horas, horário de Fortaleza.

REENCONTRO

França e Croácia fizeram um jogo memorável na Copa de 1998. Era a semifinal da competição, vencida pelos franceses (dois gols de Thuram), de virada, por 2 a 1. Vinte anos depois a revanche é ainda mais importante e já com muita história para ser lembrada. Mais experientes, os croatas terão pela frente a juventude da França, que venceu seus três jogos eliminatórios: Argentina, Uruguai e Bélgica.

PRIMEIRA VEZ

Jamais na história das Copas do Mundo uma equipe tinha precisado de três prorrogações para chegar até a final. Foi o que a Croácia fez na Rússia, ao bater Dinamarca e Suécia nos pênaltis, além da Inglaterra por 2 a 1, marcando o tento decisivo no segundo tempo da prorrogação O time é técnico e tem muita alma.

FERNANDO GRAZIANI