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Brasil terá o caminho mais difícil para conquistar o hexa

CHAVE FORTE. Lado da chave do Brasil tem sete títulos mundiais; do outro lado, há apenas um

01:30 | 04/07/2018

O caminho do hexa do Brasil passa pelo chaveamento mais difícil para chegar à final. A Canarinho tem a Bélgica, melhor ataque da Copa do Mundo na Rússia, como adversária nas quartas de final, na sexta-feira, 6, às 15 horas. Passando pelos belgas, Neymar e companhia ainda terão um difícil confronto na semifinal diante da França ou do Uruguai, que estão na mesma chave da seleção.


Pelo futebol apresentado, Brasil, Bélgica, França e Uruguai são as seleções que despontam com o maior favoritismo para levar a taça entre os oitos times restantes. O problema é que, deles, só um chegará à final. A chave dos brasileiros concentra sete títulos mundiais: cinco da Amarelinha, um dos Bleus e um da Celeste.


Do outro lado, a Inglaterra, com um título no currículo, caiu numa chave imprevisível com equipes fora do radar das consideradas grandes do futebol mundial. A Suécia, adversária dos ingleses, Croácia e Rússia completam esse lado do chaveamento, que colocará na final um time que esteve longe da decisão pelo menos dos últimos 50 anos. Os ingleses disputaram apenas a final de 1966, quando foram campeões. Na única decisão dos suecos, em 1958, perderam em casa para o Brasil por 5 a 2. Croatas e russos nunca decidiram um Mundial.


Com 12 gols marcados em quatro jogos, o adversário do Brasil nas quartas tem um ataque que impõe respeito, com Hazard, Lukaku e Mertens. No centro dos Diabos Vermelhos joga De Bruyne, companheiro de Gabriel Jesus no Manchester City e um dos melhores meio-campistas do mundo. A seleção de Tite, por sua vez, tem a defesa menos vazada da competição ao lado do Uruguai, com um gol sofrido, e vem de uma sequência de três partidas sem ter a rede do goleiro Alisson balançada.


Se atrás está seguro, do meio para a frente a seleção brasileira tem criatividade de sobra com Neymar, Coutinho, Willian e Jesus. A Amarelinha possui a equipe mais equilibrada e com mais opções dos oito finalistas. O banco de reservas brasileiro tem jogadores que podem desequilibrar um duelo, como Douglas Costa e Roberto Firmino.


A partida entre França e Uruguai promete ser uma das melhores das quartas, levando a campo craques como Mbappé, Griezmann, Suárez e Cavani. O elenco francês é superior, mas os uruguaios compensam o desnível técnico com raça.


Na outra chave, a expectativa é que a Inglaterra, de Harry Kane, e a Croácia, de Luka Modric, passem por Suécia e Rússia. As seleções sueca e russa são as maiores surpresas das quartas e consideradas as mais fracas tecnicamente. 

 

Pontos fortes e fracos 

 

BRASIL


Ponto forte: equilíbrio entre ataque e defesa


Ponto fraco: bola aérea


BÉLGICA


Ponto forte: ataque forte


Ponto fraco: defesa lenta


FRANÇA


Ponto forte: ataque veloz e vigoroso


Ponto fraco: inexperiência da zaga

 

URUGUAI


Ponto forte: setor defensivo


Ponto fraco: meio-campo pouco criativo


INGLATERRA


Ponto forte: Harry Kane


Ponto fraco: elenco inexperiente


SUÉCIA


Ponto forte: aplicação tática


Ponto fraco: elenco limitado


CROÁCIA


Ponto forte: meio-campo


Ponto fraco: defesa


RÚSSIA


Ponto forte: torcida a favor


Ponto fraco: elenco limitado

LUCAS MOTA

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