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A pedido de Rogério Ceni, gramado do Pici quase virou sintético

01:30 | 04/05/2018

Quando assumiu o comando técnico do Fortaleza e solicitou reforma no campo do Pici, onde o time principal treina, Rogério Ceni sugeriu para a diretoria a utilização de gramado sintético. A equipe que cuida do patrimônio tricolor chegou a buscar informações sobre o que foi implantado na Arena da Baixada, mas acabou desistindo por falta de “know-how”, como fala Danilo Grangeiro, responsável, pelo campo principal e alternativo (em construção) da sede do Leão.
 

“A gente tinha interesse de colocar sintético, mas ficamos nos perguntando: será que não vai queimar demais? (temperatura do gramado), será que a bola não vai correr demais? será que o treinamento vai ser o mesmo? Daí convencemos o Rogério a fazer um campo padrão com grama natural, tipo bermuda, melhor no mercado”, explicou Grangeiro.
 

Uma verificação mais de perto da Arena da Baixada talvez tivesse feito a diretoria tricolor mudar de ideia. Fernando Volpato, diretor de operações do estádio do Atlético Paranaense, descreve como funciona a montagem e o dia a dia do gramado sintético.
 

“É uma camada inferior de areia, com a finalidade de dar peso e estabilidade ao tapete, depois uma camada de borracha granulada, macia, que tem a função de fazer amortecimento de impacto e por último a camada de fibra de coco, material importante porque é fibroso, orgânico e hidroscópico, tem capacidade de reter umidade”, disse.
 

A troca de “tapete” custou R$ 200 mil aos cofres do Fortaleza, que aproveitou ainda para fazer um sistema de drenagem, que ajuda na preservação do campo. Só com a compra de materiais a serem usados sobre o gramado a diretoria gasta R$ 6 mil por mês, isso sem incluir o gasto com água, que é utilizada em abundância, segundo o cuidador, de duas a três vezes por dia. As fases são adubar, regar e nivelar.

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