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Arthur é coroado por torcedor alvinegro

Torcida alvinegro prepara homenagem a atacante Arthur que marca comemoração do bicampeonato

01:30 | 09/04/2018
EVILÁZIO BEZERRA
EVILÁZIO BEZERRA

 

Foi tudo premeditado. Na véspera da grande final, o autônomo Tarciano Costa chegou ao treino aberto do Ceará, em Porangabuçu, determinado a conversar com o atacante Arthur. Em meio a centenas de torcedores, conseguiu colar na grade, próximo ao campo, e transmitir o recado ao seu jogador favorito: “Amanhã, vou levar um presente para você no estádio. Me aguarde”, sem dizer do que se tratava. Dito e feito.

Ao término da partida no Castelão, que confirmou o bicampeonato estadual do Ceará, Tarciano, que assistiu ao jogo na arquibancada inferior, atrás do gol, ficou o mais próximo possível do campo e gritou por Arthur.

MATEUS DANTAS
MATEUS DANTAS

Em plena comemoração, o jogador apareceu para receber o presente prometido: uma coroa dourada.

Não deu outra. Arthur não só recebeu o mimo como desfilou com ele em sua volta pelo gramado, sendo rapidamente cercado por fotógrafos e cinegrafistas, em imagem que simboliza a conquista do título e sela o reinado do novo ídolo do Vovô.

MATEUS DANTAS
MATEUS DANTAS
 

“Fiz tudo pensando nele, por se tratar de um garoto da base, que subiu para os profissionais e mostrou muita garra, que merece vestir a camisa do Ceará. E virou nosso xodó e goleador. Fiquei muito feliz quando ele veio receber o presente. Tô emocionado até agora. Foi melhor do que eu esperava”, vibrou Tarciano, contagiado pela euforia de milhares de torcedores do Ceará.

 

Outro torcedor que voltou com muita história para contar foi o torcedor Sérgio Sales. Para “garantir” o título do Alvinegro, ele decidiu assistir ao jogo com um amuleto: o filho Sérgio Henrique, de 2 anos e 6 meses. “Foi a primeira vez dele em um jogo de futebol. E logo no dia em que o Ceará foi campeão. Ele me deu sorte”, comemorou o pai, lembrando que o seu rito de torcedor também começou dessa maneira. “Minha primeira vez no estádio também foi com título. Quando tinha oito anos, meu pai me trouxe numa final com o Fortaleza e nós vencemos”.

A comemoração no lado alvinegro contrastou com a ira e a tristeza do lado tricolor. Logo após o segundo gol do Ceará, na reta final do jogo, os torcedores do Fortaleza começaram a deixar, em peso, o estádio.

“Um time desses não tinha como ganhar do Ceará nunca. É muito ruim”, esbravejava um torcedor tricolor na saída da arquibancada para o elevador, sem querer conversa. Muitos leoninos nem viram o gol de Adalberto, fechando o placar em 2 a 1.

Ao fim do jogo, sobrou para o técnico Rogério Ceni. Um grupo de torcedores foi até próximo do túnel de acesso ao vestiário para xingar o treinador do Fortaleza, que de longe acenou para a torcida, com um sinal de positivo com o polegar.

BRUNO BALACó