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Eunício confirma repasse de R$ 25 milhões para manutenção do CFO

Detalhes em rede social, Eunício Oliveira revela conversa com presidente da caixa e garante aumento da cota de patrocínio ao Ceará e investimento de R$ 25 milhões no CFO

01:30 | 07/03/2018


Há doze dias, quando participou do lançamento do Projeto Ceará Veloz, do Governo do Estado, o presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, garantiu patrocínios para Ceará e Fortaleza na temporada 2018, bem como um investimento no Centro de Formação Olímpica do Nordeste (CFO). Na ocasião, ele não informou valores disponibilizados para os três.
 

Na noite da última segunda, no entanto, o senador Eunício Oliveira deu mais detalhes sobre investimentos. Pelo Twitter, o parlamentar disse que, em conversa, Occhi comunicou para ele que Ceará e Fortaleza tiveram seus valores de cota atendidos em 100%. Disse ainda que vai liberar R$ 25 milhões para implantação e custeio do Centro de Formação Olímpica (CFO).
 

O POVO conversou com os presidentes de Ceará e Fortaleza para comentar o contrato com a Caixa, mas ambos foram cautelosos. “Pelo acordo que fizemos, vamos ter um acréscimo, mas a gente ainda não pode falar sobre isso”, disse o mandatário alvinegro, Robinson de Castro. Marcelo Paz, do 

Fortaleza, disse que prefere falar somente após assinatura do contrato.
 

Sobre o investimento ao CFO, O POVO procurou o secretário de Esporte do Estado, Euler Barbosa, que informou não ter sido notificado ainda sobre valores ou prazos, mas admitiu uma articulação para o que foi anunciado por Eunício Oliveira.
 

“O senador deixou esse teto muito bem articulado (R$ 25 mi). Em abril, devemos apresentar plano de trabalho (para o CFO), possivelmente através de uma organização social (OS.), que deve ser o Instituto Dragão do Mar”, disse Euler.
 

Questionado sobre desistência do instituto em assumir o CFO, o secretário respondeu: “Até que se defina um modelo de PPP (parceria público-privada), esta será a nossa melhor alternativa. As conversas estão bem avançadas (com o Dragão do Mar”.
 

A contrapartida dos R$ 25 milhões, segundo ele, são ações sociais para o esporte e o uso da marca (Caixa) no equipamento. “O patrocínio é um fôlego necessário para o início das atividades”, disse.
 

O custo mensal do CFO em funcionamento normal varia entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão. Caso se efetive, o investimento da Caixa cobre os gastos do CFO por um ano, com margem de sobra.

BRENNO REBOUÇAS

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