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Vitória do Ferrão garante cota de sete vezes a folha salarial do time

Feito grandioso classificação entra para o rol de maiores façanhas da história do Ferroviário e tem impacto direto nas finanças do clube, que pode prospectar um novo futuro

01:30 | 16/02/2018

Épica, histórica, inimaginável. É difícil encontrar adjetivos que dimensionem o feito do Ferroviário ontem, na noite de 15 de fevereiro de 2018, numa das mais belas páginas escritas nos 85 anos de história do clube. Na Ilha do 

Retiro, no Recife, o Ferroviário, mais que nunca, foi Ferrão.

 

A classificação sobre o Sport, time da Série A do Campeonato Brasileiro há quatro temporadas e um dos gigantes nordestinos, consumou a realização de façanha inédita para o time da Barra do Ceará, que em 2018 voltou a disputar a Copa do Brasil depois de 14 anos afastado do torneio.


Em apenas sua quinta participação no segundo maior campeonato nacional, é a primeira vez que o Tubarão chega à terceira fase da competição.


“Com certeza, é o maior feito dos últimos 40 anos do clube e um dos maiores da história, se não for o maior. Em nível nacional, sem dúvidas é o maior”, afirma Evandro Ferreira Gomes, historiador e autor do Almanaque do Ferrão. “É uma vitória que fez o Ferroviário relembrar as décadas de 1950 e 60, com vitórias emblemáticas, em que o time era conhecido como clube das temporadas, por sempre derrotar as equipes expressivas do futebol nacional pelo país”, relembra.

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E a conquista veio justo no ano em que o torneio tem sua maior premiação em cotas, o que torna a proeza ainda mais vantajosa para o time.

 

Só com a eliminação do Sport, o Ferrão embolsou R$ 1,4 milhão em cota. Isso é sete vezes o valor da folha salarial do clube, de cerca de R$ 200 mil. Somando o que já havia faturado nas outras fases (R$ 500 mil na primeira e R$¨600 mil na segunda), totalizou R$ 2,5 milhões, que paga um ano inteiro de salários e ainda sobra troco de R$ 100 mil. Valor fundamental para um planejamento que tem a Série D do Brasileiro como principal objetivo.


Mais que isso, pode representar novo marco no futuro do Ferrão. O dinheiro poderá impactar no pagamento de dívidas trabalhistas pendentes, saneando o clube para os anos seguintes, algo inimaginável há três anos, quando o Tubarão estava na Segunda Divisão do Estadual e praticamente falido.


A conquista do Ferroviário, ao mesmo tempo que remete à sua história e escreve nela um dos mais belos e emblemáticos capítulos, não acaba aqui. E nunca será esquecida.

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