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Messi pode deixar Barça de graça se Catalunha se tornar independente

Messi pode deixar Barcelona de graça se Catalunha se tornar independente e clube acabar ficando fora dos principais campeonatos

01:30 | 06/01/2018

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Considerado como um dos principais instrumentos da independência da Catalunha, o Barcelona poderia ficar sem seu principal astro caso a separação da região com a Espanha de fato ocorresse. Lionel Messi incluiu em seu novo contrato com o clube uma cláusula que o permite deixar o time sem qualquer multa se houver uma independência e o clube fique impedido de atuar em grandes campeonatos. 


A revelação foi publicada ontem pelo jornal El Mundo. O clube catalão não comenta os contratos de seus jogadores.
 

Oficialmente, o Barcelona não adotou uma postura contra ou a favor da  independência da Catalunha. Mas, nos bastidores, não tem evitado que parte de sua torcida use os jogos para empunhar a bandeira de uma região independente. Um de seus maiores nomes, Guardiola, chegou a dizer que a Catalunha vivia “sob a ditadura da Espanha”. O zagueiro Gerard Piqué também foi alvo de polêmicas devido ao seu posicionamento.
 

Com 30 anos, Messi fechou em novembro um contrato com duração até 2021. Por 35 milhões de euros por ano (R$ 136 milhões), o argentino optou por permanecer. A multa estipulada para quem quiser levar Messi antes de 2021 é de 700 milhões de euros (R$ 2,7 bilhões).
 

Seus advogados, porém, insistiram que não era apenas o salário que contaria. Uma eventual independência da Catalunha que deixasse o Barça fora do Campeonato Espanhol poderia modificar todos os cenários. Madri já deixou claro que, em caso de secessão, o time de Messi não atuaria nos campos espanhóis.
 

Na prática, se o Barça apenas disputar um eventual Campeonato Catalão, Messi deixaria o clube que o formou sem pagar a multa.
 

Em outubro, um referendo foi realizado por partidos que defendiam a separação da região. O governo espanhol acabou intervindo, prendeu alguns dos organizadores do movimento e convocou novas eleições regionais para 21 de dezembro. Nas urnas, os partidos que defendem a independência acabaram ganhando maioria simples no Parlamento Catalão, reabrindo os debates.
 

Advogados do ramo esportivo confirmaram que a cláusula é legítima, já que uma saída do Barcelona de seu principal torneio nacional significaria uma mudança profunda nas condições pelas quais o jogador foi contratado. 


Alguns sugerem que, mesmo sem a cláusula, Messi e todos os demais jogadores teriam grandes chances de conseguir liberação nos comitês da Fifa, que considera justamente que uma mudança de federação nacional por parte de um clube seria motivo suficiente para que um contrato fosse invalidado.
 

Mesmo para que o Barcelona possa se unir a outra federação nacional, a petição teria de primeiro ser aprovada pela Uefa e pela Fifa. 

 

(Agência Estado)

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