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Na Série A Ceará terá pelo menos o dobro da receita em relação a 2017

Com acesso garantido para disputar a Primeira Divisão em 2018, o Ceará terá pelo menos o dobro da receita em relação à temporada atual. Apenas de cota de TV pelo Brasileirão serão R$ 32 milhões

01:30 | 20/11/2017

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O Campeonato Brasileiro da Série A já é realidade no Ceará. Ainda que o clube viva o justo momento de comemoração e tenha a partida contra o ABC para realizar no sábado, 25, no Castelão, pela rodada derradeira da Série B, a cabeça da diretoria, do elenco, da comissão técnica e dos torcedores é na preparação para a próxima temporada, especialmente a disputa do Brasileirão a partir
de maio.
 

O acesso representará aos cofres do Alvinegro uma receita de pelo menos R$ 30 milhões a mais em relação a 2017. Assim, o orçamento geral, que neste ano girou em torno de R$ 30 milhões, saltará para o dobro, no mínimo.
 

A mudança de patamar financeiro de uma equipe que consegue deixar a Segundona para fazer parte da elite do futebol brasileiro começa com as cotas de TV. O Ceará recebeu R$ 5,2 milhões pela Série B.
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Com a subida confirmada, a Rede Globo pagará R$ 32 milhões para ter o direito de transmissão dos jogos do time envolvendo todas as plataformas — ou seja, TV aberta, fechada, pay-per-view e internet.
Já o atual compromisso de patrocínio das camisas com a Caixa Econômica Federal estipula R$ 2,4 milhões anuais. Esse valor, por contrato, vai dobrar, atingindo R$ 4,8 milhões.
 

O programa Torcedor Oficial do Ceará gera uma receita em torno de R$ 3 milhões por ano, abaixo do já representou em 2010 e 2011 (período anterior no Brasileirão). A projeção com o clube na Série A é de um incremento significativo de mais de R$ 300 mil mensais, o que geraria R$ 3,6 milhões extras.
 

Assim, o valor agregado apenas desses três dados que hoje representam R$ 10,6 milhões saltará para R$ 40,4 milhões, uma diferença de praticamente R$ 30 milhões.
 

Ocorre que certamente a arrecadação de bilheteria terá aumento relevante. Fazer 19 jogos como mandante na Série A agrega potencial. Se hoje na Série B o clube tem cerca de 18 mil pagantes por partida com tíquete médio de R$ 11 da renda bruta, esses números tendem a crescer bastante, assim como a venda de produtos oficias e patrocínios de ocasião.
 

Evidente que tão importante quanto subir é a manutenção da equipe na Série A em 2019, até porque os valores envolvidos de cota vão aumentar ainda mais.
 

O Ceará, para TV fechada, já tem contrato com o Esporte Interativo e para TV aberta negociará com a Rede Globo em outra esfera de valores, superior aos R$ 32 milhões para 2018.
 

O desafio é grande e significativo porque, na Série A, estão os 20 clubes mais ricos do Brasil.

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