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Jornal

Medidas contra escândalo

Comitê Olímpico Internacional suspende Brasil e afasta Carlos Arthur Nuzman, que continua preso por suspeita de corrupção. Decisão não barra atletas brasileiros de competições

07/10/2017 01:30:00
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O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou ontem que o Comitê Olímpico do Brasil (COB) está suspenso e afastou o seu presidente, Carlos Arthur Nuzman, das funções diretivas. Nuzman está preso temporariamente no Rio de Janeiro por suspeita de corrupção. A decisão do COI, no entanto, permite que os atletas brasileiros possam continuar a representar o País nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018, na Coreia do Sul. Não se sabe ainda, entretanto, se isso poderá ocorrer com a bandeira do Brasil.
[SAIBAMAIS] 

A decisão foi adotada baseada nas alegações da polícia sobre os dirigentes brasileiros e a suposta compra de votos pelo Brasil para sediar os Jogos de 2016. Sobre Carlos Arthur Nuzmam, a medida o suspende provisoriamente de todos os “direitos, prerrogativas e funções derivadas de seu cargo de membro de honra do COI”. Ele ainda foi afastado da Comissão de Coordenação dos Jogos Olímpicos Tóquio-2020.
 

A máxima entidade olímpica decidiu suspender o próprio comitê do Brasil, que fica desautorizado a exercer seu papel de membro do organismo. De acordo com a regra 59 da Carta Olímpica, a suspensão significa que “todos os pagamentos e subsídios” do COI para o comitê do Brasil estão congelados.
 

A decisão ressalta: “Para proteger os interesses dos atletas brasileiros, essa decisão não afetará os atletas”. Portanto, o comitê internacional “aceitará um time olímpico brasileiro nos Jogos de Inverno de Pyeongchang em 2018 e em todas outras competições sob o guarda-chuva do COB com seus direitos e obrigações”. Essa suspensão será encerrada quando problemas de governabilidade tenham sido resolvidos de “forma satisfatória”.

DINHEIRO
 

O COI ainda está suspendendo todos os repasses ao Brasil, inclusive para cobrir o rombo do Comitê Rio-2016. Para justificar a decisão, é alegado que tanto Carlos Arthur Nuzman como Leonardo Gryner, também preso e que era diretor-geral do comitê organizador local, estavam no comando da organização do evento por “muitos anos”. A máxima entidade olímpica ressalta que encerra suas obrigações com os gestores da competição realizada no Brasil em dezembro deste ano.


E aponta que a contribuição que foi dada pelo COI ao Rio “extrapola de forma significativa suas obrigações contratuais”. Na época, o dinheiro — cerca de US$ 1,5 bilhão (R$ 4,7 bilhões) — foi fornecido “considerando a grave crise afetando o País”. (Agência Estado)

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