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Jornal

Acesso à Série B rende mudança de patamar financeiro

23/09/2017 01:30:00


Só 90 minutos separam o Fortaleza do retorno à Série B. E também de alcançar um nível inédito na década atual. Passar pelo Tupi eleva o Leão não só de divisão, mas de patamar. Financeiramente falando, a projeção é de aumento em torno de R$ 10 milhões na arrecadação total durante o ano.


Só por participar da Série B, o Leão já embolsará cota de R$ 5 milhões por transmissão televisiva, repassada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Um acréscimo e tanto nos cofres, já que os clubes da Série C não recebem nenhuma cota. Estar em uma competição com calendário garantido até o fim da temporada também contribui para aumento na arrecadação com jogos. Se na Terceirona são, no máximo, 12 partidas em casa (nove na fase de grupos e mais três caso chegue à final), na Segundona são 19 como mandante. Até aqui, nos dez jogos que fez em casa na Série C, o Tricolor obteve renda bruta de R$2.364.164,00. A estimativa é que, jogando na Série B, com quase o dobro de rodadas, o valor aumente proporcionalmente.
 

Estar na Segunda Divisão garante ainda mais visibilidade e consequente valorização da marca. Os valores de patrocínios, logo, ficam mais caros. O POVO apurou que a soma anual nesse quesito gira em torno de R$ 1 milhão. A projeção é de que esse valor possa dobrar.
 

O POVO apurou ainda que um desses patrocínios pode ser da Caixa Econômica Federal, que patrocina vários clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro, inclusive o Ceará. O Tricolor chegou a negociar com o banco, mas não obteve sucesso por estar na Terceira Divisão, logo, fora dos padrões exigidos. A contribuição para o Alvinegro em 2017 totalizou R$ 2,4 milhões. Caso acerte patrocínio, o Fortaleza receberia valor semelhante.


Uma das principais fontes de receita do Leão, o programa de sócio-torcedor é fundamental para o crescimento financeiro do clube caso o acesso seja concretizado. Com cerca de sete mil sócios, o Tricolor tem faturamento atual de R$ 2,52 milhões/ano. A projeção é de que o Fortaleza possa atingir a marca de 10 mil sócios adimplentes, passando a faturar cerca de R$ 3,6 milhões/ano.
 

Apesar da enorme diferença de faturamento, é preciso ponderar que disputar a Série B exige mais investimentos. O Leão já tem lugar garantido na edição 2017 do Campeonato Cearense, mas está fora da Copa do Nordeste e corre risco de ficar ausente também da Copa do Brasil. Receitas que o Tricolor contou nas últimas temporadas, mas não estarão garantidas na próxima. (André Almeida)

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