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Jornal

Telex, fax, home, stories...

10/08/2017 01:30:00

Testemunhais como este de hoje, de uma edição número 30 mil, reviram nosso HD — de talvez menos gigabytes que o computador da minha filha — que antes chamávamos de baú, que já foi memória e que vai se esfumaçando devagar no todo que já acumulamos de jornalismo teclado, falado e presenciado.
 

Acordávamos em madrugadas trágicas. Mortes de Lady Diana, Betinho. Não esperaríamos um dia inteiro, convocação de boa parte da Redação e já amanhecíamos com um conteúdo extra. Surpreendíamos o costume do leitor. Subvertíamos.
 

Lembrei da linda princesa triste, casada com o sapo-príncipe da Inglaterra, e do solidário irmão do Henfil, porque naquele 1997/1998 estive editor de Primeira Página. Não sei em qual contagem dentro desses 30 mil dias publicados de O POVO. Cheguei na casa em 1995, ainda convivendo entre a máquina de escrever e os primeiros computadores, entre o telex, o fax e a Internet sendo tateada, incerto se vingaria.
 

O jornal agora voa mais rápido do que quando era só arremessado pelo entregador. O furo jornalístico é ainda mais veloz. As redes sociais retroalimentam ou desconstroem. E o jornalismo segue traduzindo, contando, se reinventando. Agora há uma capa impressa, uma home, a fan page, o feed de notícias, os stories... O contador se atualizou e segue girando.
 

Cláudio Ribeiro
Repórter especial. Editor de 1ª Página entre 1997 e 1998

Adriano Nogueira

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