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Jornal

Brasileiros em baixa na NBA

Sem representantes nas finais, Brasil viveu temporada ruim na NBA

20/05/2017 01:30:00
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A temporada 2016/2017 da NBA foi a pior dos últimos anos para os brasileiros: menos tempo de quadra, menor protagonismo em suas equipes e até algumas dispensas precoces — nos casos de Marcelinho Huertas e Anderson Varejão. A exceção era Nenê, em grande fase no Houston Rockets, mas uma lesão muscular interrompeu a trajetória.
 

Sem o pivô, o Rockets foi eliminado pelo San Antonio Spurs nos playoffs da Conferência Oeste, deixando o Brasil sem representantes nas finais da NBA pela primeira vez desde 2011/2012. De lá para cá, Tiago Splitter (2012/2013 e 2013/2014), Leandrinho e Anderson Varejão (ambos em 2014/2015 e 2015/2016) representaram o País nas partidas decisivas da liga.
 

Parte do motivo deste momento brasileiro está na troca de gerações. Varejão, Leandrinho, Splitter, Nenê e Huertas têm mais de 30 anos, na fase final de suas carreiras. Por outro lado, Raulzinho, Bruno Caboclo, Lucas Bebê e Cristiano Felício, todos com menos de 25, ainda não mostraram potencial suficiente para fazer diferença em suas equipes.
 

Splitter, Huertas e Varejão têm futuro incerto na NBA. O primeiro ficou 14 meses sem jogar, com grave lesão no quadril, e agora está sem contrato. O segundo teve poucas oportunidades no Los Angeles Lakers, foi para o Rockets e imediatamente dispensado. O terceiro praticamente não atuou com Golden State Warriors e também teve contrato rescindido. Leandrinho, no Phoenix Suns, e Raulzinho, no Utah Jazz, seguem sob vínculo, mas com minutos reduzidos.
 

Nenê é a grande exceção. Aos 34 anos, viveu grande temporada. Por mais que seu contrato com o Rockets tenha terminado, se valorizou e deve seguir na liga. Caboclo e Bebê terminaram em baixa no Toronto Raptors, praticamente sem atuar. Já Cristiano Felício continua buscando seu espaço e chegou a ter bons momentos com o Chicago Bulls.
 

Dos nove que iniciaram a temporada na NBA, sete tiveram queda nas médias de pontos e de minutos em quadra em relação ao ano passado: Splitter, Leandrinho, Varejão, Huertas, Raulzinho, Caboclo e Nenê. Somente as promessas Felício e Bebê, que chegaram a ter chances como titulares de suas equipes, evoluíram nas estatísticas. (AE)

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