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Aporte financeiro e enxugamento de folha aliviam finanças do Fortaleza

Aporte financeiro e dispensas de atletas aliviam finanças do Tricolor

13/05/2017 01:30:00
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Quase um mês depois da eliminação na semifinal do Campeonato Cearense, que escancarou a crise no Pici, o Fortaleza demonstra que conseguiu se organizar, principalmente na parte financeira. Com as dispensas anunciadas, incluindo a da antiga comissão técnica, o Leão já conseguiu um bom alívio para fechar as contas no fim do mês. Amanhã o time estreia na Série C do Brasileiro contra o Remo, às 19 horas, fora de casa.


“Nós já conseguimos reduzir o custo do futebol. E as duas contratações feitas (Adenilson e Hiago, já regularizados) foram num perfil salarial dentro da realdade da competição e do que o perfil do Fortaleza permite”, explica Marcelo Paz, diretor de Futebol e membro do Conselho Gestor do Tricolor.


Ele aponta um enxugamento entre 25% e 30% da folha salarial do time, mas não revela o valor atual investido. “Não digo para evitar comparações”.


O POVO apurou, entretanto, que a diferença em relação ao investimento financeiro feito para as três primeiras competições do ano aponta redução em torno de R$ 350 mil.


Além das saídas de jogadores, outro fator ajudou na reorganização financeira do Leão. “A gente conseguiu um aporte financeiro do grupo que pretende assumir o clube. Com isso, deu para deixar tudo absolutamente em dia. O Fortaleza hoje não deve nada a ninguém”, explana o diretor financeiro Gigliani Maia.

 

REFORÇOS

Com a política de uma folha salarial dentro do limite do planejamento feito para a Série C do Brasileiro, Marcelo Paz diz que o clube ainda fará contratações e que até terça-feira, 16, “coisas boas” devem ser anunciadas.

 

Apesar disso, no entanto, Gigliani Maia nega a existência de um teto salarial. “Eu nunca ouvi ninguém dizendo ‘ah, se for esse valor não vamos contratar’. O negócio é trazer dentro de uma realidade financeira”.

Adriano Nogueira

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