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Valeu a pena ficar até o fim

Torcida coral viveu momentos distintos em jogo que foi decidido nos momentos finais e saiu eufórica novamente após ouvir gritos de "olé"

01:30 | 10/04/2017

Cheio de expectativa antes do jogo, silencioso enquanto a bola rolava e eufórico após o apito final. Assim esteve o torcedor do Ferroviário que foi até o Castelão ontem, acompanhar o empate por 1 a 1 no segundo Clássico das Cores da fase semifinal do Campeonato Cearense.


Os corais chegaram mais cedo à arquibancada e começaram a fazer festa. Empolgados com a vitória anterior, estavam preparados para comemorar a classificação.


Quando a bola rolou, no entanto, o Fortaleza deu as cartas. Muito embora a postura do Ferroviário não tenha sido apenas defensiva, o time quase não concluiu jogadas e na maior parte do tempo se dedicou a barrar as investidas do Leão.


Restou ao torcedor coral silenciar e esperar o desenvolvimento da partida. Em silêncio, viram Anderson Uchôa abrir o placar e ataque adversário perder outros muitos.


Mesmo com o jogo não favorável, ninguém deixou o espaço reservado para a torcida visitante na arquibancada do estádio.


Valeu a pena. O empate foi a recompensa. No fim do jogo, clamaram por um aceno dos atletas e do mascote, Tutuba, e foram atendidos.


Apesar da emoção, houve espaço para bronca. “O Ferroviário veio para eliminar o terceiro jogo, mas, pela segunda vez, a arbitragem prejudicou o time. Tem que acabar com essa história que decisão tem que ser Ceará e Fortaleza”, disse o comerciante Fernando Lima, 45, ainda sob efeito da vitória.


TORCIDA DO FORTALEZA

Logo após o gol de empate, os torcedores do Fortaleza começaram a deixar o estádio. Momentos antes, haviam devolvido o grito de “olé” aos corais.

 

Desapontada, a torcida tricolor soube apontar onde o time falhou. “Teve mais atitude, só que tem que matar o jogo. Teve chance, criou e não matou”, disse o empresário Emílio Moura, 29.


Para o jogo decisivo, a apreensão é real. “Agora vai ter que jogar mais. A vantagem do Ferroviário preocupa porque não vai ter jogo (sugerindo retranca do Ferroviário)”, avaliou Wilson Sousa, 29.


Houve tumulto na saída dos vestiários do Fortaleza. A polícia usou gás de pimenta para dispersar os torcedores exaltados. A assessoria do Fortaleza negou agressão aos atletas.

 

BRENNO REBOUÇAS

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