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Montada por Coaracy, "comissão de atletas" da CBDA causa polêmica

01:30 | 17/02/2017

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A montagem da Comissão de Atletas da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) vem causando polêmica. O próprio presidente da CBDA, Coaracy Nunes, foi quem escolheu os cinco membros do colegiado, que terá direito a voto na eleição que definirá seu sucessor. A assembleia de 18 de março só foi convocada na quarta, após Thiago Pereira ser eleito presidente da comissão de atletas.

 

Na última segunda, Coaracy indicou os representantes dos atletas de cinco modalidades, sem que os esportistas pudessem votar. À tarde, na sede da entidade, no Rio, Christiane Fanzeres, coordenadora da CBDA — como representante legal da maratonista aquática Ana Marcela Cunha — e os demais quatro atletas indicados apontaram Thiago Pereira como presidente da comissão e Hugo Parisi, dos saltos ornamentais, vice. Além do representante dos atletas, 27 federações têm direito a voto na eleição. “Ninguém teve conhecimento de como esses nomes foram escolhidos. Estou vendo o que pode ser feito no âmbito jurídico”, disse a nadadora Joanna Maranhão.


O advogado da CBDA, Marcelo Franklin, diz que o estatuto da entidade é claro ao apontar, no artigo 54, que a indicação dos atletas cabe ao presidente da confederação. Na Lei Pelé, o artigo 23 reza que “os representantes dos atletas (em órgãos e conselhos técnicos) deverão ser escolhidos pelo voto destes, em eleição direta”.


Para a comissão, Coaracy chamou ainda João Felipe Coelho, jogador de polo aquático que não tem servido à seleção, e Maria Clara Lobo, do nado sincronizado. Ela é neta de Ana Maria Lobo, ex-diretora da CBDA. (Com AE)

ADRIANO NOGUEIRA

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