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Laaf mantém suspensão da Rússia, que fica fora do Mundial de Atletismo

Federação Internacional de Atletismo prorroga suspensão da Rússia, que fica fora do Mundial-2017

01:30 | 07/02/2017

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O presidente da Federação Internacional de Atletismo(Iaaf), Sebastian Coe revelou, ontem, que a Rússia não poderá participar do Mundial de Atletismo de 2017. A competição, sediada em Londres, ocorrerá entre 4 e 13 de agosto.

 

O dirigente explicou a decisão durante conselho da Iaaf na França, garantindo que a Rússia não poderá participar de eventos de atletismo antes de novembro. Coe fez o anúncio depois do conselho aprovar o prolongamento da suspensão imposta à Rússia desde o final de 2015, graças a um escândalo de doping institucionalizado. “Não está preparada”, resumiu o norueguês Rune Andersen, presidente do grupo criado para acompanhar o caso e que fez a recomendação de estender a pena.


As sanções já tinham sido ampliadas em março e junho de 2016, o que tirou atletas dos Jogos Olímpicos do Rio. Apesar de alguns avanços, como as reuniões em Moscou em janeiro de 2017 com o novo ministro do esporte, o grupo de trabalho reclamou da atitude pouco colaborativa de alguns russos do alto escalão. O grupo também indicou dificuldades da Federação Russa de Atletismo para por em prática mais testes antidopagem.

 

“NEUTROS”

A Federação russa de atletismo (Rusaf) revelou na última semana nomes dos 31 atletas, entre eles vários campeões mundiais, dispostos a competir sob bandeira neutra, buscando evitar a suspensão da Iaaf, que aprovará caso a caso.

Ivan Ukhov, campeão olímpico do salto em altura em 2012; Sergei Shubenkov, campeão do mundo dos 110 m com barreira em 2015; Lukman Adams, campeão do mundo indoor do salto triplo em 2014; e Maria Kuchina, campeã do mundo do salto em altura, estão na lista publicada pela Rusaf.


Os candidatos a competir como neutros precisam “não estar envolvidos de maneira direta no fracasso de sua federação nacional em colocar em prática um sistema adequado para promover um atletismo limpo”, explicou a Iaaf. E também não podem ter trabalhado com técnicos ou médicos envolvidos em casos de doping. (AFP)

ADRIANO NOGUEIRA

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