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Ceará e Fortaleza demitem técnicos e encaram turbulência

Eliminados da Copa do Brasil na 1ª fase e enfrentando pressões das torcidas, Ceará e Fortaleza encaram quedas de treinadores e passam por primeira grande turbulência no ano

01:30 | 17/02/2017

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O dia seguinte à eliminação de Fortaleza e Ceará na 1ª fase da Copa do Brasil, que levou à queda de seus técnicos, foi para repensar os rumos. Com menos de 50 dias da temporada 2017 — incluindo período de preparação —

crises se instalaram no Pici e em Porangabuçu.

[SAIBAMAIS]

Nesse curto intervalo de tempo, já aconteceu de tudo. Vaias, protestos, torcedores cobrando atleta antes do treino e esperando delegação no aeroporto. Os vilões foram rapidamente escolhidos — vide Juninho Potiguar e Sandro — e a cabeça dos técnicos já foi à prêmio.


Enquanto debatem nomes e discutem valores, dirigente de Ceará e Fortaleza tentam mais que apenas substitutos (que, até o fechamento desta página, não foram anunciados). Querem uma solução resumida para um início de temporada conturbado.


Os números de Dal Pozzo e Maria não eram tão insustentáveis assim (ver quadro). Se fossem em uma competição só, por pontos corridos, por exemplo, é provável que não culminassem em demissão, principalmente os do técnico alvinegro. A paciência do torcedor, no entanto, está mais curta este ano. Dez minutos de jogo são suficientes para ecoarem nos estádios
gritos de hostilização.

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Associado a isso, as mudanças de elenco e de perfil pelas quais passaram as equipes, especialmente o Fortaleza, deixaram dúvidas na cabeça do torcedor que até agora não foram sanadas.


Não se sabe o estilo de jogo definido de ambas, nem a escalação verdadeiramente titular delas, muito menos quais as prioridades de Alvinegro e Tricolor.


Passada a ressaca das eliminações, os clubes podem, agora, recomeçar.


MUDANÇA DE COMANDO

Nas listas de possibilidades de Ceará e Fortaleza, o nome preferido é o de Marquinhos Santos.

 

Demitido do Figueirense, o ex-técnico tricolor virou alvo da cobiça dos dirigentes cearenses.


Além dele, nomes já mencionados em situações semelhantes como Givanildo Oliveira, Marcelo Martelotte, Dado Cavalcanti e Oliveira Canindé circulam.


Robinson de Castro e Jorge Mota, presidentes de Ceará e Fortaleza, respectivamente, foram econômicos nas palavras quando procurados pela imprensa. Os dois confirmaram que contatos foram feitos, mas frisaram que as negociações ainda estão abertas.


Sobre o perfil do novo técnico, o gerente de futebol do Ceará, Marcelo Segurado, disse que a busca é entre a geração de treinadores modernos. “São aqueles que atuam com combinações de sistemas táticos, com variação dentro do próprio jogo”, explicou. Segurado fez questão de frisar ainda que um técnico moderno não significa um técnico jovem.


A reportagem tentou ouvir César Sampaio, executivo de futebol, sobre o perfil de técnico procurado pelo Fortaleza, mas as ligações não foram atendidas.

BRENNO REBOUÇAS

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