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Seleção de vôlei do Brasil poderá ficar com o ouro de Londres/2012

A geração do ex-jogador Giba, medalha de prata em Londres/2012, deverá ser beneficiada com relatório da investigação sobre doping

01:30 | 23/01/2017

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A seleção brasileira masculina de vôlei pode se tornar tetracampeã olímpica antes mesmo dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. O ex-jogador Giba afirmou ontem que, aproveitando seu posto de presidente da Comissão de Atletas da Federação Internacional de Vôlei (FIVB), vai recorrer para que o Brasil fique com a medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. quando perdeu a final para a Rússia.

 

Giba revelou ter recebido a informação de que sete jogadores da seleção russa foram flagrados no doping na reanálise de exames colhidos naquela competição. Além disso, o investigador canadense Richard McLaren, autor do relatório que demonstrou como funcionava o esquema de doping na Rússia, admitiu que Dmitriy Muserskiy é um dos mais de mil atletas denunciados no relatório.


Em dezembro, McLaren confirmou ao site russo Sport-Express que Muserskiy testou positivo duas vezes. Não se sabe até agora, entretanto, quando foram colhidos esses exames. Além disso, o gigante não foi suspenso. Em Londres, ele foi um dos destaques da vitória russa sobre o Brasil por 3 a 2 na decisão.

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“Esta semana estou indo para a Suíça, na sede da FIVB, para sentar com os departamentos de doping e jurídico para entender e ratificar os supostos problemas com doping dos russos em 2012 e trazer as respostas para o COB, então, analisar e dar entrada no pedido de punição e revisão das medalhas de Londres”, explicou Giba, no Instagram.


O então técnico da seleção brasileira, Bernardinho, não quis criar expectativa. “Não cabe a nós decidir. Se for merecido, ganharemos", afirmou.


O escândalo de doping envolvendo a Rússia já beneficiou o Brasil. O doping da russa Yulia Chermoshanskaya, colhido nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, acabou por desclassificar a equipe do revezamento 4x100 metros do atletismo. Rosemar Coelho Neto, Lucimar de Moura, Thaissa Presti e Rosângela Santos, que chegaram em quarto, acabaram recebendo o bronze.


O presidente do Comitê Olímpico Alemão, Alfons Hörmann, defende o banimento da Rússia dos Jogos Olímpicos de Inverno, em 2018, e de Verão, em 2020.

ADRIANO NOGUEIRA

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