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Não deu tempo empolgar a torcida para o Clássico-Rei

Três rodadas parecem não ter sido suficientes para empolgar a torcida cearense para o Clássico-Rei de domingo. A expectativa é de um público de metade da carga de ingressos disponibilizados

01:30 | 20/01/2017
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Brenno Rebouças

brennoreboucas@opovo.com.br

 

Não parece, mas domingo tem Clássico-Rei. O maior produto esportivo do Estado gera sempre discussões e expectativas entre torcedores e na imprensa, mas a dois dias do choque maior acontecer, nada que caracterize sua semana de antecedência veio à tona ainda.

 

As declarações polêmicas, que aqueciam para o jogo, não apareceram. As comparações táticas e de elencos são quase impossíveis de serem feitas, pelas poucas partidas realizadas. Sem falar nas peças que ainda nem estrearam.


Com o Campeonato Cearense ainda por iniciar a 3ª rodada, a impressão é que não houve tempo de clima para clássico.


Ontem, no primeiro dia de venda dos ingressos para a dérbi, a procura foi mínima, dos dois lados. Sem informar números, dirigentes do Ceará e do Fortaleza só ressaltaram a atipicidade.


Apesar da carga de ingressos para o jogo ser de 50 mil, a expectativa dos clubes é de um público entre e 20 e 25 mil pessoas.


A escolha da data, segundo o presidente da Federação Cearense de Futebol (FCF), Mauro Carmélio, foi decisão de Tricolor e Alvinegro.


“Ventilou-se, inclusive, a possibilidade de ser logo na estreia, mas como o Ceará só podia estrear dia 18, cairia numa quarta. Então passamos para domingo”, explicou Carmélio.


A intenção era boa. Colocar o Clássico-Rei — que pode ser o único desta edição do campeonato — cedo evitaria um jogo com os dois possivelmente já classificados, dando real importância para a partida, de acordo com o diretor de Assuntos Comerciais do Ceará, Sérgio Costa.


As atuações não convincentes do Fortaleza e a falta de familiaridade do torcedor do Ceará com o time, pelo menos por enquanto, parecem não favorecer os planos.


Para o diretor Financeiro do Fortaleza, Gigliani Maia, a data não é problema, mas o número de jogos. “Quando eram dois jogos não tinha problema, pois se um não estava bem no primeiro, tinha a volta”, justificou, lembrando que o momento ainda é de estruturação para as equipes.

 

MELHOR DEPOIS

Os técnicos de Ceará e Fortaleza não gostaram da ideia de um clássico tão cedo. Dal Pozzo aponta 4ª ou 5ª rodada como mais apropriadas. “Seria melhor para o espetáculo, tática, técnica e fisicamente”. Já Hemerson Maria ressalta que o duelo vem num momento de correções. “Estamos acertando a equipe com pressão pra conquistar os três pontos”.

ADRIANO NOGUEIRA

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