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Jornal

Por novos afetos sustentáveis no Cocó

17/06/2017 17:00:00

Em janeiro deste ano, completei 10 anos de andanças pelo Cocó. Uma jornada pessoal e de repórter. Para saber mais sobre aquele pedaço verde de Fortaleza que foi sendo espremido entre prédios, asfalto, invasões, esgotos, lixo e ameaças constantes de novas intervenções no rio, na floresta e no manguezal. Uma máquina fotográfica, anotações, pessoas e botas me encaminham para outros olhares, principalmente, na área da Sebastião de Abreu – onde funciona a sede do agora Parque Ecológico Estadual. Com a demarcação das poligonais (1.571 hectares), no último dia 4 de junho, o governador Camilo Santana (PT) obriga o Poder Público e convida a população a uma nova trama afetiva e ética com a Unidade de Conservação Integral do Cocó. Terá de ser mais sustentável e menos antropocêntrica no sentido do desenvolvimento econômico, destruição e promessa de bem estar humano desconectado com a natureza. O POVO, sempre atento a essa perspectiva, lança mais um olhar sobre o bioma tão importante para todos nós. E depois da série Expedição Cocó (publicada em 2012), do acompanhamento permanente sobre a nossa floresta urbana, oferece este caderno especial, artisticamente traçado e esquadrinhado em cima do mapa da demarcação, que veio com atraso de mais de 40 anos. Mas o importante é que chegou. E vem para inaugurar, e reforçar, demandas do Estado Ecológico e do Direito inclusivo da Natureza. Que seja bem-vindo! E que a gente consiga usar, fruir e cuidar. (Demitri Túlio)



Adriano Nogueira

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