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Jornal

Francisco e Jacinta: milagre no Brasil e a santificação

13/05/2017 01:30:00

O acidente foi no Paraná, no Brasil. Lucas, na época com cinco anos, estava brincando quando caiu da janela, uma altura de sete metros, equivalente a um segundo andar de um prédio. O prognóstico médico não era nada animador. Com um traumatismo craniano severo e perda de massa cerebral, a criança ficaria em estado vegetativo ou teria graves sequelas neurológicas. Em desespero, os pais devotos invocaram a interseção de Francisco e Jacinta e, com um grupo de freiras, iniciaram a ciranda de orações.


O milagre, então, aconteceu. Poucos dias depois o menino recebeu alta. Os médicos não entenderem tão rápida recuperação. Mais incrível, ainda, sem sinais de sintomas e sequelas. Foi depois disso que a família do pequeno miraculado enviou uma carta ao Santuário de Fátima, em Portugal, para divulgar o acontecido. Em Roma, a Congregação das Causas dos Santos pediu prudência, ainda esperou três anos para ter certeza que o quadro não se reverteria, que não surgiriam outras consequências inesperadas da queda e que não houvesse nenhuma explicação médica para o caso.


Passados os três anos, Lucas continuava a desfrutar de uma vida normal. Por isso, depois de rigoroso processo de avaliação e discussão dentro do Vaticano, o milagre foi aprovado pelo papa. Hoje, os dois pastores viram santos. O anúncio de que o rito de canonização seria realizado, em Fátima, pelo papa Francisco, foi comemorado pelo Santuário com o repique de sinos. Em 2000, durante a visita a Fátima, João Paulo II beatificou os dois pastorinhos portugueses. O milagre que levou os dois à condição de beatos aconteceu em Portugal, com uma velha devota da Senhora do Rosário.


O capelão do Santuário, padre Manuel Antunes, conta que conheceu esse caso. E de muito perto. A portuguesa Maria Emília dos Santos, completamente paralisada, por duas décadas, vinha de maca, algumas vezes, em retiro espiritual. “Ninguém podia nem mesmo tocar nela, tamanhas eram as dores”, lembra. Um dia, conta, em pleno sofrimento, ela reclamou aos pastorinhos que não tinham escutado suas súplicas. “A partir daí, as dores passaram e um dia estava aqui, nos visitando, mas desta vez de pé”. Examinada por vários médicos, também neste caso constatou-se a inexplicabilidade pela ciência médica atual.

 

Adriano Nogueira

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