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Jornal

Fátima, um grito de Deus ao mundo

13/05/2017 01:30:00
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por PADRE RAFHAEL SILVA MACIEL*

 

Em 13 de maio de 1917 um evento especial começou a manifestar-se para o mundo, quando três crianças, Lúcia, Jacinta e Francisco, de origem muito simples recebiam a primeira visita da Mãe de Jesus, na Cova da Iria, em Fátima, Portugal.


As mensagens tinham como assunto central a conversão e a penitência, “tal é a mensagem de Fátima, com seu veemente apelo à conversão e à penitência. E isso se pode concluir do texto de Ir. Lúcia: “O Anjo apontando com a mão direita para a terra, com voz forte disse: penitência, penitência, penitência!” .


Fátima foi um grito de Deus e clamava por uma resposta humana e da Igreja. Bento XVI disse que a resposta para a mudança e do enfrentamento do mal “não consiste em grandes ações políticas, mas, ultimamente, pode chegar somente da transformação dos corações”. Fátima transformou-se num altar do mundo, de onde emana o convite à conversão dos corações. João Paulo II disse que “a meta última do homem é o Céu, sua verdadeira casa onde o Pai celeste, no seu amor misericordioso, por todos espera”.


Cem anos passados e a mensagem de Fátima “é, sem dúvida, a mais profética das aparições modernas”, porque denuncia o mal presente no mundo e a necessidade de conversão pessoal para a mudança da realidade. Por isso, “na sua solicitude materna, a Santíssima Virgem veio aqui” e “dizia aos pastorinhos: ‘Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas’” (J. Paulo II).


Atualizar Fátima é fazer com que a sua mensagem encontre eco no coração de cada pessoa. A penitência e a oração serão meios eficazes na luta contra o mal, o materialismo, a busca extenuante pelo prazer e o poder. Para isso, o pedido da Mãe aos pastorinhos para a oração do Rosário é agora para nós. Assim, seguimos “a admoestação que a própria Nossa Senhora nos deu: a da oração e da penitência; e, por isso, queira Deus que este quadro do mundo nunca mais venha a registar lutas, tragédia e catástrofes, mas, sim, as conquistas do amor e as vitórias da paz” (Paulo VI).


Celebramos com alegria os 100 anos das aparições da Virgem de Fátima, e “cada um de nós é chamado a ser, com Maria e como Maria, um sinal humilde e simples da Igreja que continuamente se oferece como esposa nas mãos do seu Senhor” (Bento XVI).


*Reitor do Seminário Propedêutico de Fortaleza; Missionário da Misericórdia

Adriano Nogueira

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