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Opinião. Um jornal (re)inventado em festival

01:30 | 20/06/2018
O jornal O POVO é como uma grande praça pública, onde todos se encontram. Principalmente os artistas. Escutei outrora sobre esta Casa. Esta frase parece materializar-se quando se admira, por uma de suas janelas, a obra do artista Sérvulo Esmeraldo, batizada de “O jornal de aço”, bem ao centro do jardim do grupo de comunicação.

A forma de “páginas” abertas, feitas desta liga metálica, revela a força e a receptividade como comprometimento da mais longeva publicação em circulação no Ceará, que já nasceu com olhos no futuro. Desde a sua primeira edição, há exatos 90 anos, O POVO dispunha-se a “descortinar o mundo, vencendo distâncias”.  

Todos os dias tomamos as reminiscências deste começo como motriz para avistar o porvir.  Sempre nos projetando para o futuro, com um olhar 360o, agora multiplataforma. Sendo assim, desde janeiro de 2018, estamos com uma nova proposta editorial, um novo projeto gráfico, uma nova marca.

A marca, que celebra os 90 anos do O POVO, entre as muitas interpretações possíveis, pode representar uma vírgula. Como a indicar uma metáfora temporal, em que uma narrativa não precisa nunca acabar. É a metáfora da vírgula no lugar do ponto final que nos faz encarar o novo sem deixar de considerar o passado. Principalmente para um periódico que que deu início à sua trajetória comprometendo-se com a pluralidade de vozes, a inovação e os sentimentos.

E é por este pluralismo, por esta diversidade, por este respeito às diferenças e ao novo que sempre vem, que foi muito natural pensar em celebrizar estas novas décadas dentro de um festival multicultural, marcado pelo verbo experenciar. Como um presente para todos.  

Como um jornal sendo (re)inventado pela multiculturalidade. Metamorfoseado em um festival. A coexistência do que encontramos nas nossas páginas - bem como em todas as nossas plataformas - podem ser vistas - e experimentadas - nas mais de 500 atrações do Festival Vida&Arte.

Além do nosso compromisso com a qualidade e com a credibilidade do jornalismo que fazemos, estamos atentos ao nosso redor, aos que nos cercam. E o festival é um convite para vivenciar de perto tudo isso. O POVO, desde 1928, continua a conjugar verbos como inspirar, antever, provocar e, antes de tudo, surpreender. E, agora, flexiona o experenciar.

Ana Naddaf
Diretora-executiva da redação do O POVO
ananaddaf@opovo.com.br
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