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O palco em suas inúmeras formas

Com uma programação recheada de espetáculos, a curadoria de Teatro promete emocionar e criar forte contato com o público

01:30 | 20/06/2018

Mário Jorge Maninho, diretor do Instituto Garajal de Arte e Cultura Popular, conta que o grupo, que surgiu em Maracanaú, prepara para o Festival Vida&Arte um espetáculo de artes cênicas que abraça o circo de rua: “Circo e teatro se misturam. Ambos são considerados artes populares, artes necessárias para o público. Nesse caso, vamos levar uma comédia que, com o apoio da magia do circo e teatro, envolve poemas de Shakespeare e vivências do grupo”, diz.

 

Mário comenta que a participação do Instituto no evento garante uma nova energia ao Garajal, que possui 15 anos de estrada. Para ele, o evento é um reencontro, um resgate, visto que o grupo também participou da primeira edição, em 2003.. “Nosso espetáculo de rua continuou vivo nas memórias das pessoas. É um orgulho sem igual voltar”, finaliza.

 

Outra apresentação de destaque é a do Grupo Riso de Deus, com um espetáculo que funciona pela arte do teatro de bonecos de Antônio Aristides Ferreira Barros, mestre bonequeiro que desde 1988 vem ampliando a sua experiência com a linguagem. Aristides é criador e diretor dos espetáculos, além de escritor dos textos, fabricante e manipulador dos bonecos, fabricante das empanadas e de cenários. O grupo participou das últimas Mostras de Teatro Transcendental em Fortaleza, e já realizou apresentações nos terminais de ônibus e em outros locais públicos.

 

Flávio Kerensky, um dos integrantes do Riso de Deus, pontua que o grupo apresentará uma peça que fala da importância da caridade em nossas vidas. “Vamos ampliar a experiência de espetáculo de bonecos”, comenta. O artista comenta que as expectativas da equipe estão altas, “não só pela apresentação em si, mas também pela oportunidade de participar de outras atividades no Festival”

 

Animada curadoria

Para o curador Ivonilo Praciano, a programação de teatro levará ao Festival “uma magia incalculável”. “O interessante dessa curadoria é que vamos viver, de verdade, como funciona um teatro, seja ele em formato de monólogo, de musical, de boneco ou de rua. A experiência de entrar em um lugar rico e de fortes emoções vai deixar muita coisa boa em nossas memórias”, adianta.

 

O dramaturgo e jornalista do O POVO Renato Abê, que também integrou o corpo curatorial, destaca a apresentação da atriz Letícia Sabatella com o quarteto Caravana Tonteria, que, apesar de ser musical, não deixa de ser cênico. “O Festival ganha muito quando trabalha com esse tipo de transversalidade. Já que é um evento múltiplo de conteúdo, é justo que as apresentações tenham muito conteúdo para apresentar”, diz o jornalista. “Letícia está na televisão há duas décadas. Isso mostra o talento dela em atravessar várias gerações e continuar importante nesse cenário”, completa.
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