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Notícias

Noventa mais 10

00:00 | 24/06/2018
Se o olhar está no porvir, temos os pés no presente. É desafiador o momento atual. Vivemos uma verdadeira revolução na indústria da comunicação. Não há estabilidade definitiva no tempo presente. Tudo parece estar em constante transformação. E como provocou, certa vez, o jornalista e escritor Gabriel García Márquez: “Os jornais não são mais donos da notícia”. Por isso, faz-se necessário acreditar em mudanças e provocá-las.
 
 
Resolvemos falar em credibilidade e análise, em tempos de fake news. Resolvemos falar em qualidade e criatividade, em tempos de crise e incertezas. Pilares básicos do jornalismo que segue O POVO, a mais longeva publicação em circulação no Ceará. É o que buscamos não somente a cada edição, mas a cada instante. Desde nossa primeira impressão, há exatos 90 anos.“E a gente acaba, na vida, no mesmo ponto em que começou. Como a cobra que morde o rabo”, como ensinara uma das ilustres jornalistas da Redação desta Casa, a escritora Rachel de Queiroz.
 
 
É a metáfora da vírgula no lugar do ponto final que nos faz encarar o novo concernindo o passado. Principalmente para um periódico que sempre teve comprometimento com a pluralidade de vozes, a inovação e os sentimentos. E que, em seu primeiro editorial, pretendia “descortinar o mundo, vencendo distâncias”. São as reminiscências deste começo que servem de inspiração para a marca que celebriza os 90 anos do O POVO. Igualmente motriz para continuar o caminho da informação, que exige cada vez mais ser pertinente na vida das pessoas. Neste percurso, resolvemos congregar. Como aditar 90%2b10. Prover ideias para descortinar um possível amanhã. 
 
 
Convidamos um time de notáveis profissionais da comunicação para debater o quão necessário se faz o jornalismo para entender o mundo bem à nossa frente. E também para espectar novas práticas, o uso da tecnologia e a coexistência de múltiplos formatos, bem como os desafios de fazer uma narrativa jornalística – independentemente da plataforma – mais relevante. Os designers Gil Dicelli e Renata Viana, juntamente com os fotógrafos Camila de Almeida, Fco Fontenele e Iana Soares, contribuem neste especial para a convergência entre texto, forma e imagem. 
 
 
Sob a alegoria da vírgula, que a história nunca acabe. Uma promissão a novos começos, novas narrativas.
 
 
ANA NADDAF
 
Diretora-executiva da Redação do O POVO
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