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A força de uma marca

00:00 | 24/06/2018
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POR LAURINDO FERREIRA

DIRETOR DE REDAÇÃO DO JORNAL DO COMMERCIO – RECIFE

 
Primeiro, é um prazer e uma honra participar desta edição comemorativa do O POVO, um respeitável senhor cearense que completa 90 anos e segue novinho em folha. A expressão “novinho em folha”, aliás, já expõe a primeira questão sobre os desafios de se fazer jornal nos tempos de hoje.
 
 
Então, vamos redefinir o que é ser “novinho em folha” neste Ano Santo de 2018: com ou sem “folha”, digo papel, novo é ser inovador, relevante. Novo é estar presente onde estão os leitores, que já não são mais só leitores, são seguidores, internautas, consumidores de informação.
 
 
Chegar aos 90 anos, como chegou o nosso cearense, não é brincadeira. Num país como o Brasil, não é fácil. Numa região como o Nordeste, é quase uma epopeia. No meio do turbilhão das profundas transformações pelas quais passa o negócio jornal, é, antes de tudo, uma ousadia. E, diga-se, ousadia tem sido uma das marcas desse cearense que completa agora nove décadas. Ao longo dos últimos anos, e acompanhando de perto essa história, eu diria que a ousadia é mesmo, no O POVO, a marca de quem quer e vai sobreviver.
 
 
Porque, por mais que estejamos, todos nós, metidos nesse turbilhão de mudanças – e elas não são poucas nem lentas –, a verdade é que as grandes marcas sobreviverão. E sobreviverão não só porque decidiram, mas porque fizeram – e estão fazendo – por onde sobreviver. Qualquer bom jornal impresso hoje tem de ser e estar muito além do papel. Porque não é somente notícia em papel que entregamos hoje. Entregamos hoje informação de qualidade em qualquer plataforma. O importante é estar atento a como o nosso leitor/consumidor de informação quer receber essa informação.
 
 
Sobreviver nesse novo mundo novo é quebrar e reinventar modelos. Porque, lá fora, os nossos consumidores de informação estão mudando. E no meio dessa turbulência, valores trazidos pelas nossas marcas vão fazer a diferença. São antídotos contra o falseamento da verdade, a deslavada militância, a opinião desaforada, contra uma suposta “democratização” das ideias. Insisto: ninguém chega aos 90 anos, como o nosso O POVO, sem estar atento a essas transformações.
 
 
Costumo dizer que o trem da história passa. Sempre passa. E cada um de nós tem as opções de: ver apenas o trem passar; “peitá-lo” de frente e ser atropelado ou subir no trem e seguir o curso da viagem. Aqui e ali fazendo ajustes de rota, porque a linha férrea do trem da história também pode ser mudada.
 
 
Claramente, aos 90 anos, O POVO já fez a sua opção. Subiu no trem da história. É um jornal muito além do papel, porque é uma marca que extrapola plataformas. Em qualquer dessas plataformas, credibilidade, relevância e compromisso com a sua comunidade são marcas perenes. Essa é a diferença. É por isso que O POVO chegou aos 90 anos. Este é apenas o começo de uma longa história. Longa vida ao O POVO.
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