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PROJETOS PARA AVIAÇÃO EXECUTIVA

O Aeroporto Internacional Pinto Martins, popularmente chamado de Aeroporto Velho de Fortaleza, permaneceu com o nome oficial e com a aura dos tempos de novidade. Até 1998, era o terminal oficial de passageiros. Hoje Terminal de Aviação Geral (TAG), opera aviação de pequeno porte, executiva e táxi aéreo. Apesar de também ser administrado pela Fraport, virou o primo distante, com infraestrutura desatualizada e demanda aquém da desejada.

Os projetos para o TAG devem ficar para depois, mas as empresas continuam apostando nas operações regionais. O sonho é voltar a ter rotas regulares e popularizar a modalidade. Já houve alívio na alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para o querosene da aviação, o que representa 45% dos custos da operação.

"A redução no conjunto tributário pode significar oferecer um preço melhor ao usuário", diz André Lima, CEO da Easy Táxi Aéreo. Já para as grandes, conforme a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o combustível equivale a cerca de 30% dos custos.

Experiente na área, ele detalha que o volume de voos e passageiros das rotas comerciais nacionais e internacionais atraem demanda à aviação geral. "Estamos acompanhando esse ritmo, com um pouco de delay. Diferentemente da aviação comercial, que oferta assentos, a geral se desenvolve a partir do volume de transações. A combinação de investimentos, o cenário macroeconômico e os bons indicadores de consumo dão confiança para seguirmos", avalia.

Junto à atividade "aeromédica", André projeta alta de 50% no número de voos, principalmente às praias do Estado. Investimentos da empresa voltados à segurança e publicidade devem atrair clientela turística, mostrando que a aviação executiva pode custar bem menos do que se imagina.

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