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OS SETORES TAMBÉM GANHAM

As mudanças no segmento aéreo do Estado impactam toda uma cadeia produtiva do Ceará

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As riquezas geradas com a nova realidade da aviação no Ceará perpassam comércio, indústria e serviços. Atrativos devem consolidar o Estado como destino turístico internacional. São oito empreendimentos hoteleiros previstos em quinze anos.

Um deles é o Hard Rock Hotel Fortaleza, na praia da Lagoinha, com investimento de R$ 170 milhões. O outro é o da espanhola Inversiones Teneria Empreendimentos do Brasil, com o complexo turístico-hoteleiro Dunas do Paracuru, de R$ 668,5 milhões.

Estes equipamentos, somados ao hub e ao novo momento do aeroporto, acompanham as novidades na malha aérea e no turismo do Estado. É o que avalia Circe Jane Teles da Ponte, presidente do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (Fecomércio-CE), lembrando que cresceu em 82% o número de turistas internacionais em Fortaleza, nos oito primeiros meses de início dos novos voos.

"O cenário é favorável e muito pode vir como vantagem ao turismo cultural, científico, de lazer e de eventos e negócios. Serviços e geração de empregos diretos e indiretos, porque o terceirizado também é importante para o Estado. Mas é necessário promover melhor o Ceará lá fora", exemplifica Circe Jane. Para ela, o Centro de Eventos, um dos maiores e mais modernos, precisa ser mais utilizado. "Precisamos atrair o turista de negócios, que gasta três vezes mais do que um turista de lazer".

E os eventos são importantes para a hotelaria, uma vez que mantêm ocupação em alta quando da baixa estação. De toda forma, Ivana Bezerra Rangel, diretora do hotel Sonata de Iracema, diz que já são percebidas melhorias e pontua os esforços do Fortaleza Convention & Visitors Bureau na atração de eventos.

"Fortaleza já tem ocupação de 8% de estrangeiros e, no caso do Sonata, temos 10%. Com o hub, a Gol aumentou (em 35%) o número de voos internos e isso faz diferença pra nós. Sentimos que ainda está em crescimento, é preciso tempo para maturar, mas já é nítida a diferença", frisa Ivana, também vice-presidente da seccional Ceará da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-CE).

Para o segmento de alimentação fora do lar, o Litoral Oeste do Ceará foi o que mais percebeu ganho de público e novos negócios, de acordo com Taiene Righetto, diretor executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-CE). "Já Fortaleza não está sentindo até agora. Teve queda. A problemática está em readequar a Cidade, ambulantes e taxas altas".

Estrutura-se ainda a preparação do Estado para as mudanças. O que passa pela capacitação do trabalhador. "Há muitos turistas no Centro e nos shoppings de Fortaleza. O varejo vai se adaptando à demanda, com upgrade nas lojas, automatização e recepção, para não deixar a desejar. É um caminho sem volta. Daqui a poucos anos, seremos o melhor destino do Brasil", avalia Assis Cavalcante, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Fortaleza.

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