PUBLICIDADE
Jornal

A VEZ DAS FLORES

Mercado que cresce mais no Norte e Nordeste do que no Sul do Brasil, o segmento de floricultura é exemplo deste fortalecimento aéreo e deve voltar a todo vapor a partir deste ano. O Grupo Reijers projeta voltar a exportar no fim de 2019, após dez anos. Na década passada, a empresa chegou a comercializar 14 milhões de hastes/ano para o Exterior, mas os altos custos logísticos - demanda antiga - fizeram o produto cearense perder competitividade.

"O frete é um grande custo para exportação, atrapalha-nos muito na questão de ser competitivos com grandes países exportadores, como Quênia, Etiópia, Colômbia e Equador", analisa Roberto Reijers, diretor e proprietário do grupo, que produz, no Ceará, em Ubajara e São Benedito.

Agora, com novos voos regulares ao Exterior, a empresa prevê queda do preço do frete e projeta retomada com um milhão de hastes exportadas. "É fácil conseguir neste ano, já. Com certeza, vamos ter todas as condições. (O hub da Air France-KLM) vai ajudar e muito.

Estamos conversando com as companhias aéreas e eles estão dispostos a conversar. Eles têm muito interesse em exportação de flores, porque é regular, semanalmente. Com a finalização da câmara fria, vamos dobrar a nossa produção, ter outra unidade com mais 50 hectares, integrar 70 produtores e gerar novos mil postos de trabalho. Com demanda, todo mundo cresce", contabiliza Roberto.

Augusto Fernandes, CEO da JM Aduaneira, avalia que essas novas conexões trazidas pelo hub contribuem bastante para a ampliação do comércio internacional. "Além de produtos do mar, frutas e flores, temos projetos de exportação de açaí e importação de chocolates, por exemplo. Isso vai refinando e ampliando o business". Ele ratifica ainda que as novas rotas aproximam os executivos internacionais do mercado cearense e reduzem a distância entre Fortaleza e outros relevantes destinos do mundo.

TAGS