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Para além da boa ideia

00:00 | 12/11/2017
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Mais do que ter uma boa ideia, o segredo é saber amadurecê-la e torná-la repetível, com escalabilidade para crescer rápido, a ponto de chamar a atenção de investidores dispostos a pagar por ela. É o que ensina Eliana Militão da Silva, sócia da área de accounting and outsourcing do Mazars Cabrera, grupo de contabilidade, auditoria e consultoria global.


“Quando se tem uma ideia e começa a desenvolvê-la, você faz o quê? Vai trabalhar numa área de incerteza? Uma ideia boa nem sempre quer dizer que vai dar certo”, alerta a especialista. Indica aos empreendedores de “primeira viagem” focar na estruturação da empresa com a ajuda de profissionais de confiança, seja para planejar investimento ou para oferecer assessoria jurídica e contábil.

 

Testar para garantir

Para evitar flertar com o fracasso, o diretor-executivo da Casa Azul Ventures, Raphael Gonçalves, recomenda testar “exaustivamente” toda e qualquer ideia pensada para dar corpo a uma nova empresa. O cuidado permite detectar falhas e erros com uma boa margem de segurança e checar se a proposta vai de fato atender as “dores” dos consumidores.

 

Foi com este cuidado que Larissa Lima, 22; Gabriel Gurgueira, 25; e Bruno Raniery, 24, desenvolveram juntos o Mercadapp, o primeiro aplicativo (app) para compras de supermercado, farmácia e floricultura de Fortaleza. É só adicionar os produtos ao carrinho do app e receber produtos da lista no local e horário agendados.


“A gente fez o modelo do aplicativo e colocamos no ar, mas ficamos um mês realizando testes no Pinheiro (Supermercados), vendo o desempenho (do app) para os lojistas, consertando erros e sentindo o público”, conta Larissa, sócia do Mercadapp, que hoje reúne 10 estabelecimentos associados, sendo nove supermercados e uma farmácia. Inclusive, foi através do teste que identificou a necessidade de uma integração online. O que significa dizer que, à medida que os preços dos produtos e estoques são alterados, o consumidor é informado instantaneamente. A depender do estabelecimento, as taxas de entregas podem sair de graça ou custar até R$ 15.


Com o projeto – com mais de 17 mil downloads – acelerado pela Casa Azul Ventures, Larissa vislumbra ampliar participação comercial no Estado e estreitar, ainda mais, os caminhos que levam ao cliente final. “A Casa Azul tem nos ajudado muito a pensar estratégia, nosso plano de negócios e a atrair público e lojistas para fecharem com o nosso app”.


Aceleradoras x Incubadoras

De acordo com Eliana, uma aceleradora tem como principal característica ser uma empresa que vai investir e, como o próprio nome diz, vai acelerar o crescimento de uma startup. Ou seja, vai amadurecer uma ideia já concebida e com alto grau de viabilidade, seja do ponto de vista econômico ou da renovação da demanda. Já a incubadora, vai levar novos projetos disruptores a se desenvolverem aos poucos, em uma fase anterior à aceleração.

 

“As aceleradoras são empresas, investidores de grande porte que vêm com força e investem capital em uma ideia inovadora e disruptiva”, diz Eliana, que nota um franco desenvolvimento das startups no Brasil. Inclusive na interação destas com as empresas tradicionais. “É um investimento de alto risco, mas hoje em dia as grandes empresas estão indo atrás (das ideias e startups)”.


ACELERADORAS EM FORTALEZA


Casa Azul Ventures

https://www.instagram.com/casaazulventures

 

Wave Accelerator

https://www.facebook.com/wavebethewave

 

ADRIANO NOGUEIRA

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