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Jornal

Trabalhar muito pode fazer mal!

10/06/2017 17:00:00

O chamado workaholic (gíria em inglês) é o sujeito viciado em trabalho e que não se interessa em aproveitar os finais de semana ou qualquer outro tempo livre para descansar ou se divertir. A ansiedade em realizar obrigações profissionais com antecedência, muitas vezes, é contraproducente. É o que afirma a psicóloga e sócio-proprietária da Clínica Lazúli, Carla Raíssa Silveira. Em decorrência da crise econômica, ela observa, a quantidade de workaholics tende a crescer. “Têm pessoas perdendo horas de sono e deixando até de se alimentar para levar trabalho para casa. Às vezes, porque não teve tempo de fazer na semana”.


Sem cuidar do corpo e da mente, a produtividade é afetada. A depender do grau de estresse provocado pela não conclusão de um trabalho, o profissional pode chegar a sofrer uma crise de ansiedade. Em níveis mais elevados, a angústia pode levar à depressão, doença que mais contribui com a incapacidade no mundo. Segundo estudo, de fevereiro de 2017, da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil tem a maior taxa de pessoas com depressão na América Latina. Com a perda de concentração e memória, vem a queda da produção.


Nelson Fukuyama recomenda ao profissional “evitar se comprometer com mais trabalhos do que pode entregar”, bem como “saber e ter coragem para dizer ‘não’ a determinadas atividades que podem estar acima das suas condições”.


Aos ansiosos, “não esperar reconhecimento imediato, e a todo tempo, do seu trabalho”, dentro e fora da empresa, e “não acreditar em promessas ou exagerar nas expectativas, seja de promoção, aumento salarial ou negociação com clientes”. (Lígia Costa)

 

Adriano Nogueira

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