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Jornal

Criatividade é o segredo para "fazer um bom bico"

13/05/2017 17:00:00

Morando sozinho, o psicólogo Rodney Bezerra ouviu falar sobre o site Airbnb.

Muito comum na Europa, o software permite a comunicação entre um anfitrião e um turista de qualquer parte do mundo. Nele é possível que o dono do imóvel alugue desde um quarto pequeno em sua residência a uma casa inteira, por um tempo determinado.


O psicólogo aluga uma suíte em seu apartamento no bairro Meireles, com ar-condicionado e chuveiro elétrico. Rodney explica que existem duas opões de pagamentos: uma diária fixa posta pelo anfitrião e a outra definida pelo próprio site, que regula o preço de acordo com a demanda, como alta temporada e eventos na cidade. O preço mínimo fica a critério do anfitrião.

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Rodney recebe entre R$ 50 a R$ 62 por diária. Em seis meses como anfitrião, com cerca de 30 pessoas passando por sua casa, o psicólogo já recebeu da plataforma o título de Super Host (traduzindo, Super Anfitrião) por ter um tratamento diferenciado e ter sido bem avaliado pelos hóspedes. “Está sendo muito positiva a minha experiência com o Airbnb. A renda me ajudou a completar as despesas inesperadas que eu tive, como o conserto do meu carro e o aumento da taxa do condomínio. Sem falar no contato que você tem com outras pessoas”.


Rodney ressalta que, apesar das vantagens, o ponto negativo do serviço está em receber pessoas de má fé. Ele aconselha aos interessados a sempre lerem os comentários que os anfitriões fazem sobre hóspedes e vice-versa, disponíveis no próprio site. A plataforma possui um seguro em casos de danos ao anfitrião, além de uma taxa no valor do serviço.


O auxiliar administrativo Paulo Filho decidiu ser Uber no final de setembro de 2016. A ideia surgiu de um amigo, que contou que era uma boa opção para quem queria uma renda extra. Como Paulo trabalha durante o dia e estuda à noite, ele é motorista na Uber apenas no sábado, das 19h às 5h da manhã, e no domingo à tarde.


“Em um dia, eu chego a ganhar R$ 150 de lucro líquido e, às vezes, quando tem festa, chego a mais de R$ 200. No final do mês, tenho uma renda extra de R$ 800. Isso me ajuda muito nas despesas pessoais, já que não tenho uma renda estável”.


Luís Alfredo, 23, possui um negócio com a tia de fabricação e reformas de móveis projetados. Devido à necessidade de ganhar um dinheiro para complementar a renda, Luís começou a lavar carros dos amigos e da vizinhança no bairro onde mora, no Barroso. “A gente se vira do jeito que pode. Até porque as coisas não estão fáceis. As pessoas começaram a me ver lavando meu carro, que eu tinha zelo e começaram a pedir para eu lavar os veículos deles, me pagando por isso”, conta.


Para não comprometer o tempo no trabalho, Luís lava os carros apenas nos fins de semanas. Em média, ele lava oito carros entre sábado e domingo, cobrando de R$ 30 a R$ 40. “Em um mês, eu chego a lavar em média 30 carros. Isso me ajuda bastante, pois entra um dinheiro que eu não contava”. Luís já investiu em materiais e maquinário de limpeza e, no futuro, ele conta que pretende ampliar o negócio, contratando alguém para ajudá-lo no serviço.


Clara Virgínio, 21, é estudante de enfermagem e faz estágio em um hospital particular em Fortaleza. Como a bolsa de estágio é baixa, Clara decidiu vender bolos e dindim gourmet para os amigos do trabalho e da faculdade. A estudante explica que a demanda varia de acordo com o mês e que ela chega a fazer entre 10 a 20 bolos mensalmente, gerando um lucro médio de R$ 500. O dindim rende de lucro mais R$150 a cada 100 unidades vendidas.


Após se formar, Clara pretende montar o seu próprio negócio, mas, por enquanto, a maioria dos clientes são amigos e conhecidos. “O dinheiro tem agregado bastante na bolsa que eu recebo, dando-me independência financeira”.


Como seu tempo é muito corrido, Clara conta que faz os bolos e os dindins de madrugada, por ser horário que tem livre e ser bom para se concentrar. Já a divulgação fica por conta dos próprios clientes. “Os meus clientes me trazem muitos elogios e sugestões. Eu acredito que a melhor propaganda é o boca a boca”. (Rafael Rocha) 

 

SAIBA MAIS


Fazer um bico: a expressão é uma gíria brasileira que significa fazer um trabalho freelance, um trabalho rápido, de período curto de tempo com pagamento a vista. Nada de contrato nem carteira assinada.

Adriano Nogueira

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