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Ambiente mais amigável e produtivo

06/05/2017 17:00:00
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Clavius Tales, 43, sócio e diretor de desenvolvimento da Fortes Tecnologia em Sistemas, afirma que há cerca de 10 anos sua empresa adere à flexibilidade de horário. No dia a dia, o colaborador faz sua própria agenda, exceto em setores de atendimento ao público ou suporte ao usuário, quando a presença do profissional é constantemente solicitada. Ainda assim, é possível avisar com antecedência e fixar um horário diferente para entrar e sair em determinado dia. “Tem pessoas que gostam de começar a trabalhar cedo porque rendem melhor, outras produzem mais à tarde, momento no qual têm mais energia ou criatividade”. Esta última, acrescenta, imprescindível para quem atua em uma empresa de Tecnologia da Informação (T.I.), onde são desenvolvidos softwares, por exemplo.


Quem trabalha nos setores internos, afirma Tales, não tem hora definida para entrar nem para sair. “Se o cara quer consertar o carro, vai sem problema nenhum, depois ele recupera (o tempo perdido). Se quer emendar feriado, ele folga e recupera posteriormente. Só em dias de reunião que não dá pra faltar”. A maleabilidade no trabalho, garante o empresário, tem como vantagem a retenção de talentos, já que os profissionais tendem a ficar mais motivados e se mantêm na empresa. Ainda que a maioria deles ainda prefira estabelecer uma rotina de horários para se guiar. A “possível” desvantagem, pondera, é necessitar da presença de um colaborador em determinado horário e não encontrá-lo. “Mas isso é algo bem residual”.

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Márcio Roger Braga, 46, é diretor de operações da Ivia, empresa especializada em T.I. e reconhecida por sete vezes consecutivas como uma das Melhores Empresas para Trabalhar do Brasil, pelo prêmio GPTW. Segundo ele, a flexibilidade nos horários é justamente um dos pontos que contribuem para a repetida conquista. “A gente tem muita abertura para flexibilização para que a pessoa se sinta abraçada e importante no seu trabalho”. Embora nem todos os contratos e projetos permitam a plena maleabilidade, caso a caso é analisado. Motivos, como cursar mestrado ou realizar visita à mãe que mora só, são passíveis de negociação e troca de turno, por exemplo. Com equilíbrio das vidas pessoal e profissional, “naturalmente você tem um ambiente mais amigável e produtivo”, defende Márcio.

 

Adriano Nogueira

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