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15/07/2019 02:29:47

Por 13 dias, até que fosse informado sobre o fim do programa, O POVO procurou o Governo Federal. Inicialmente, como nos governos anteriores o programa ficava sob o escopo do Ministério do Planejamento, o Ministério da Economia foi o primeiro a ser contactado, no dia 27 de junho. Foi informado por e-mail que o detalhamento de estágio de obras, solicitado pelo O POVO, "deve ser tratado com o Ministério do desenvolvimento Regional (MDR), a quem o PAC ficou vinculado após a reforma administrativa". O ministério foi então procurado.

Conforme a assessoria de imprensa, apenas parte das obras estariam a cargo da pasta e seria necessário procurar o Ministério da Infraestrutura. O contato feito por telefone e e-mail também no dia 27, e nunca respondido. No dia 28, em nova ligação ao Ministério da Economia, O POVO foi orientado a solicitar dados da Casa Civil. A ligação foi realizada e e-mail com solicitação enviado no mesmo dia e também não respondido.

Sem retorno, no dia 8 de julho, O POVO procurou a Casa Civil. Foi informado, então, que o Ministério da Economia seria, após entendimento posto na semana anterior, o responsável pelo programa - o que foi desconfirmado em ligação, logo em seguida, pela assessoria da pasta. O número da assessoria da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade foi repassado, e, por fim, foi este órgão que informou sobre o fim do PAC.

"Desde os contingenciamentos do Governo Temer, o PAC foi diminuindo seu percentual de investimentos. Até a reforma administrativa deste ano, que decidiu encerrá-lo", informou o e-mail do dia 8. Já no dia 9, um novo e-mail reforçou a informação sobre o encerramento, mas adiantou que "em caráter extraordinário, haverá um balanço em agosto". Por enquanto, sem balanço atualizado e sem indicação de que órgão reúne informações, as perguntas sobre os serviços que continuaram e sobre o novo programa de obras seguiram sem repostas.