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Governo confirma Gustavo Montezano como presidente do BNDES

| Perfil | Após demissão de Joaquim Levy, o Ministério da Economia lançou nota ontem sobre o novo presidente do banco, conhecido no mercado por ter atuado no BTG Pactual

18/06/2019 00:18:00
GUSTAVO Montezano é amigo do senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente
GUSTAVO Montezano é amigo do senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente (Foto: DIVULGAÇÃO)

O Ministério da Economia confirmou, em nota, a escolha do engenheiro Gustavo Montezano como novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Na nota, a pasta informou o encaminhamento do nome de Montezano para deliberação do Conselho de Administração da instituição de fomento.

Montezano é atual secretário-adjunto da Secretaria de Desestatização e Desinvestimento do Ministério da Economia. É graduado em engenharia pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) e mestre em Finanças pelo Ibmec, com 17 anos de carreira no mercado financeiro.

A nota do ministério destaca que ele atuou como diretor-executivo da área de commodities em Londres e anteriormente como responsável pela área de crédito, resseguros e project finance. "O Ministério da Economia agradece a Joaquim Levy pela dedicação demonstrada enquanto presidente do BNDES", complementa o texto.

Conforme informações do Blog Jocélio Leal, Montezano era conhecido no BTG Pactual como "duro no crédito". Ele atuou no banco privado como sócio-diretor, responsável pela divisão de crédito corporativo e estruturados, em São Paulo. No dizer de quem conviveu com ele, é muito técnico. "A operação tem que fazer sentido para ele aprovar, ele não entra em nada para perder".

O engenheiro é muito amigo de Salim Mattar, de quem era adjunto na Secretaria Especial de Desestatização e Desinvestimento do Ministério da Economia. Pode ter sido de Mattar a indicação. Porém, Montezano traz no currículo pessoal a amizade com o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), o filho do presidente.

O perfil do novo presidente do BNDES é marcado por ser calmo e de bom senso. "Ele ainda é muito querido no BTG Pactual", disse uma fonte. Aliás, Montezano é o quarto nome oriundo da instituição, da qual um dia o ministro Paulo Guedes já foi sócio. Além de Guedes e Montezano, também saíram Pedro Guimarães (Caixa) e Roberto Castello Branco (Petrobras). Ainda segundo o Blog Jocélio Leal, o engenheiro é de uma geração bem mais nova no BTG, nem tinha relação com Guedes, mas ambos têm em comum a mesma filosofia.

Sobre a saída de Levy, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou ontem que que "houve uma incompatibilidade de gênios, não houve sintonia", entre o ex-presidente do BNDES e Jari Bolsonaro (PSL).

Onyx minimizou as críticas do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), que classificou a saída de Levy como uma covardia sem precedentes. "É vida que segue; foi algo respeitoso e natural. É questão natural do governo". Segundo o ministro, o presidente Bolsonaro deseja que o próximo titular do BNDES "abra a caixa preta" da instituição de fomento. (Com Agência Estado)

 

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