PUBLICIDADE
Jornal
VERSÃO IMPRESSA

Angola Cables espera retorno de US$ 300 milhões em sete anos de Data Center

| INAUGURAÇÃO | Com o Angonap da empresa angolana, o hub das telecomunicações do Ceará se consolida como um dos mais bem conectados do mundo

17/04/2019 02:34:59
DATA CENTER AngoNap da Angola Cables, na Praia do Futuro
DATA CENTER AngoNap da Angola Cables, na Praia do Futuro (Foto: Rogério Lima/DIVULGAÇÃO)

Um dos principais passos para a formação do hub de telecomunicações do Estado foi inaugurado ontem, em Fortaleza. O Data Center Angonap da Angola Cables já conta com contratos com o Grupo Globo e a Rede Nacional de Pesquisa (RNP) e serviços de cloud (armazenamento em nuvem), colocation (instalação de servidor), conectividade e acesso remoto. Segundo o CEO da empresa, António Nunes, o investimento realizado de 300 milhões de dólares (por volta de R$ 1 bilhão) deve ser recuperado em sete anos.

"Estamos com conversas iniciadas com outras empresas. O investimento é angolano e temos que viabilizar isso. Nada foi fácil no início (para liberação de aportes do governo angolano), tivemos que trabalhar para que as coisas pudessem ser feitas e mostramos nossa competência", disse.

Com o Data Center integrado com os dois cabos submarinos da empresa na Praia do Futuro, Nunes aposta no mercado nacional por considerá-lo promissor e pela atual posição de Fortaleza como o segundo hub mais bem conectado do mundo. Expansões ainda são pensadas pela Angola Cables na América Latina, para além de Chile e Argentina que já possuem acordos com a companhia de telecomunicações.

"O próximo passo é convidar os outros proprietários de cabos submarinos para se interligar no Data Center Angonap para potencializarmos esse ecossistema", projetou.

O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), disse não ter dúvidas de que a instalação do Angonap vai possibilitar um impulsionamento do Estado no mercado de telecomunicações global. "Isso significa atrair novos provedores de conteúdo e Internet, mais investimentos em tecnologia e pesquisa", afirmou na inauguração.

Oportunidades também se abrem para empreendedores da região. "Talvez sejamos, no Brasil, a maior concentração de provedores, com quase 400, e isso dinamiza o mercado, a economia, gerando grandes oportunidades", afirmou Camilo.

Ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação da República de Angola, José Carvalho da Rocha destacou essa característica cearense e comentou que espera que o país africano se beneficie da parceria.

"Vimos a oportunidade de acender a esse mercado e também por via dele acendermos a outras fontes de informação. O que buscamos é que o nosso país possa ter acesso mais rápido às comunicações internacionais e melhorarmos nossas", complementou o ministro.

Ao O POVO, o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), destacou que a Angola Cables será "âncora importante" para atrair empresas da área de tecnologia para a Cidade.

"O Data Center da Angola Cables em Fortaleza tem vantagens quanto à velocidade, segurança e proximidade. Isso abre enormes perspectivas de estabelecer parceiros internacionais", avaliou.

Clique na imagem para abrir a galeria

Importância

De acordo com levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a região do Nordeste apresenta a terceira maior contribuição de segmentos das tecnologias da informação e comunicação no Brasil.

 

Conectividade

Fortaleza é a segunda cidade no mundo com mais cabos submarinos conectados ao hub, com 12 ligações. A Cidade só fica atrás de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, que possui 13.

 

Bastidores

O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, confessou que quando teve o primeiro contato, por telefone, com o CEo da Angola Cables, António Nunes, não entendeu tão bem a proposta. Mas, quando ouviu melhor o projeto, um terreno foi concedido em regime de Parceria Público-Privada (PPP) e "essa ideia cresceu para a formação de um hub tecnológico".

Características

> 9 mil m² de área total

> 2,1 mil m² de área construída

> 99,982% de disponibilidade de serviço

> Padrão de qualidade internacional Tier III

> Carrier Neutral

> Subestação de energia própria com até 12,5 MVA de geração (90 mil L e três tanques à diesel)

> 40 painéis solares

> Espaço anexo para crescimento

> A estrutura tem sete check points de segurança, portas blindadas, recepção e controle de entrada, além de porta eclusa de segurança

> Método de extinção automática de incêndio de alto padrão tecnológico

> Mil racks escalonáveis em cinco fases, conectividade de 140 TBps, colocation seguro e controle de temperatura e umidade

> Espaço para implantação de centro de operações, coworking, startups e zona de gaming;

> Rooftop com espaço multiuso.

Bastidores

O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, confessou que, quando teve o primeiro contato, por telefone, com o CEO da Angola Cables, António Nunes, não entendeu tão bem a proposta. Mas, quando ouviu melhor o projeto, um terreno foi concedido em regime de Parceria Público-Privada (PPP) e "essa ideia cresceu para a formação de um hub tecnológico".

 

SAMUEL PIMENTEL