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Empreendedores de impacto social triplicam no Estado

|EM DOIS ANOS| Conforme o 2º Mapa de Negócios de Impacto Social Ambiental, número de participantes na pesquisa neste ramo no Ceará saiu de 8 para 24 empresas

2º Mapa de Negócios de Impacto Social   Ambiental foi divulgado ontem, em São Paulo, pela Pipe.Social
2º Mapa de Negócios de Impacto Social Ambiental foi divulgado ontem, em São Paulo, pela Pipe.Social (Foto: isabel filgueiras)

O 2º Mapa de Negócios de Impacto Social Ambiental, divulgado ontem pela Pipe.Social, aponta que a quantidade de empreendedores de impacto social e ambiental cadastrados na plataforma Pipe cresceu três vezes em dois anos no Ceará. Os dados são uma comparação com o levantamento anterior, de 2017. O estudo bienal contou com 1.002 empresas cadastradas, 42% a mais que a primeira versão do mapeamento.

Embora os números não sejam absolutos, tratando-se apenas daqueles que se registraram no site da pesquisadora Pipe, o crescimento no Ceará sugere maior interesse por esse tipo de empreendimento no Estado.

"É importante destacar que há empresas com sede no Sudeste que atuam no Nordeste. Não significa que elas não atuem por lá, embora sejam cadastradas como estando no Sudeste", explica Mariana Fonseca, co-fundadora da Pipe, plataforma que reúne empreendedores de impacto e investidores.

Entraram para o estudo todos os tipos de negócios que têm impacto ambiental (energia, água, poluição, reciclagem, resíduos); projetos com impacto em agricultura, biotecnologia, análises de atmosfera, soluções para preservação de fauna e flora. Desses, 58% ficam no Sudeste, 12% no Norte, 14% no Sul e 10% no Nordeste.

À frente da In3citi, investidora social cearense que capta recursos para aplicar em projetos de impacto, Haroldo Rodrigues Jr. afirma que a quantidade de empresas cearenses que participaram do mapeamento foi de oito para 24 empreendimentos em apenas dois anos.

Ele diz ainda que o Ceará é um dos estados com maior potencial de crescimento em negócios de impacto social.

"Ver o resultado do Ceara e animador, há sinergia de um novo ciclo, de uma terra pujante e de um povo encantador, além do lugar comum dos estados de São Paulo, Rio e Minas. Eu quero investir impactando primeiro, como cidadão, no meu território. Quero investir na região Nordeste, no Ceará. Negócios de impacto são modelos tradicionais, o que incorpora é que o centro do negócio está voltado para gerar benefícios para usuários, pessoas ou o planeta, como objetivo-fim daquilo que você comercializa", destaca Haroldo.

"Em Fortaleza, tem construído muito um olhar. A in3citi tem feito um papel fundamental de olhar negócios, trazer inovação, mas reconhecer também quem está lá. A gente viu os dados de aumento da base do Ceará. A gente está fortalecendo os ecossistemas regionais", aponta uma das responsáveis pelo levantamento da Pipe, Livia Hollerbach.

Para Ricardo Podval, presidente da Civi-co, espaço que agrega e qualifica negócios de impacto, a região Nordeste está cheia de potencial. Basta que que as ferramentas corretas cheguem até ela. Ele explica que a Civi-co quer expandir a atuação para estados como o Ceará. A ideia é encontrar meios de levar conhecimento de inovação e empreendedorismo e os recursos financeiros, que ficam majoritariamente em São Paulo e Sudeste.

"No Ceará, tem o projeto Iracema, que vai sair junto com o prefeito, e que queremos entrar com nossa iniciativa e nossa gestão, o apoio que o Civi-co pode trazer. Com apoio do Haroldo, pensamos em fazer um consórcio com características locais, respeitando o ecossistema", informa.

Isabel Filgueiras