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Geradores de energia evitam prejuízos na indústria

| Custos | O mercado depende do setor energético para manter a produtividade. As falhas podem provocar danos materiais a empresas

Setor energético é fundamental para acelerar a economia
Setor energético é fundamental para acelerar a economia

Indústria e comércio vivem numa constante busca pela eficiência energética e redução de custos no Brasil. O crescimento do mercado eólico e solar trouxe avanços neste aspecto. No entanto, a diversidade da matriz de energias ainda precisa avançar. Nesse contexto, os geradores podem garantir a produtividade industrial em situações emergenciais e evitar prejuízos de grande impacto financeiro.

Jurandir Picanço, consultor de energia da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e presidente da Câmara Setorial de Energias Renováveis, acredita que será necessário a geração própria para evitar prejuízos. Para hospitais, fábricas, shoppings e demais negócios que demandam uma alta carga essa é uma alternativa para manter as operações e garantir o fornecimento.

"Os apagões não são tão recorrentes. Normalmente, depende mais da ocorrência do sistema de transmissão.Já quando há chuvas muito fortes e raios há uma ocorrência maior de problemas na distribuição da energia". Quando ocorre a queda de luz, os geradores assumem o controle. Essa transferência de fontes leva alguns segundos. Hospitais e hotéis, por exemplo, usam um dispositivo nobreak para não ter a energia interrompida por nenhum instante.

Outro ponto importante é que o setor energético é fundamental para acelerar a atividade econômica. A falta de energia pode custar alto para as empresas. A interrupção das atividades por horas gera prejuízos. Atualmente, 28% do consumo de energia elétrica vem dos polos industriais. Seguido das residências (23%) e comércio (15,20%), segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Luiz Antonio Trotta, proprietário da empresa cearense DCDN, destaca que em 2018 foram vendidos cerca de 200 geradores de energia, um crescimento de 25% em relação ao ano anterior. "Em alguns segmentos, eles conseguem identificar quanto deixaram de produzir. Mas, para um condomínio, residências ou pequenos comércios, o custo da não geração também pode ser mais caro e oneroso do que ter um sistema de emergência", avalia.

É o caso do Wladimir Soares, Ceo da Hostweb, do grupo de datacenters Secrelnet. Para o negócio dele, a energia é um recurso fundamental. "Temo um grupo de geradores que garante que não terá o risco de falta de luz. Quando houve um apagão de quatro horas ano passado, se não tivéssemos o equipamento o prejuízo seria imensurável", diz. Com a carteira de 600 empresas da indústria, comércio, incluindo supermercados, além de pessoas físicas, Wladimir pondera que não pode estar suscetível às falhas. "Eu perderia meus clientes se não tivesse essa preocupação".

Além de garantir a complementação em eventos de apagão, o equipamento tem sido usado para reduzir os custos em até 20%. Ocorre que o gerador pode ser utilizado para fornecer a energia nos chamados horários de ponta, entre 17h30 e 20h30. "Fazemos o que se chama transferência suave. Vamos assumindo e a concessionária vai reduzindo até ficarmos em 100%. Para o consumidor, essa mudança é imperceptível", diz. Para transferir a fonte é necessário que o cliente se enquadre no perfil A4 (aquele que consome tensão de 2,3 a 25 kV) e solicite adesão da tarifa sazonal à concessionária Enel.

BRUNA DAMASCENO

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