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Sem concessões, Orçamento pode ficar sem recursos

| CONTAS DO GOVERNO |

26/01/2019 14:40:40

Apesar da promessa do ministro da Economia, Paulo Guedes, de zerar o déficit das contas públicas até o fim do ano, a primeira revisão do Orçamento de Jair Bolsonaro (PSL) deverá ser ruim para o governo. A equipe econômica corre para garantir aumento de receitas com dividendos, ampliar a arrecadação com concessões e evitar um problema maior logo no início do governo. No momento, há risco de bloqueio de recursos para ministérios e outros órgãos.

Fontes informaram que o Ministério de Minas e Energia não quer formalizar em documento a receita de R$ 12 bilhões estimada com a venda da Eletrobras. A necessidade de formalização por meio de uma nota técnica é uma exigência do Tribunal de Contas da União (TCU). As informações são que o MME resiste a prever essa receita no relatório, porque sabe que o risco é grande de ela não acontecer.

O sinal de alerta dos problemas foi disparado aos integrantes da equipe. As perdas maiores apontadas na primeira revisão do Orçamento vêm, além de Eletrobras, de receitas de royalties e arrecadação menor com a Previdência Social.

A procura por mais receitas de concessões e privatizações fez parte da estratégia de reuniões de Guedes em Davos. Também mobiliza outras áreas do governo. Guedes sinalizou em Davos, ns Suíça, onde participou do Fórum Econômico Mundial, que tenta fechar as contas com US$ 20 bilhões em privatizações e concessões e cortes de US$ 10 bilhões em subsídios. Ele prometeu zerar o déficit previsto de até R$ 139 bilhões. (Agência Estado)

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