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Projeções consideram respeito ao teto de gastos

| AVALIAÇÃO DO FMI SOBRE O BRASIL |

26/01/2019 14:40:41

As projeções de crescimento do Brasil de 2,5% em 2019 e de 2,2% em 2020 pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) consideram que o teto de gastos federais será respeitado nestes anos, comentou Alejandro Werner, diretor do departamento de hemisfério ocidental do FMI.

Ele ressaltou que a reforma da Previdência Social é um fator-chave para levar as finanças públicas do País para um nível sustentável. "A dívida pública no Brasil é muito alta e tende a avançar nos próximos anos", destacou.

"A administração Bolsonaro sinalizou de forma muito forte disposição para equilíbrio das finanças públicas. É bem-vinda a agenda da administração Bolsonaro para fortalecer as finanças públicas e os comentários do governo para acelerar a abertura comercial", apontou. "Vamos observar com atenção futuros anúncios do governo sobre a reforma da Previdência."

Segundo o diretor do FMI, a intenção do Poder Executivo de realizar uma abertura comercial pode ter impacto importante para elevar investimentos no Brasil. "Sustentabilidade fiscal e abertura comercial serão positivas para elevar potencial do PIB do país", disse.

Sobre a Previdência, ao voltar do Fórum Econômico Mundial, ontem, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) se reuniu com o vice-presidente Hamilton Mourão e com o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Ao relatar a audiência, Mourão afirmou que a reforma é assunto "reservado" por enquanto e que Bolsonaro ainda não bateu o martelo sobre o conteúdo e o formato da proposta a ser apresentada ao Congresso Nacional.

Ele reforçou que aumentar o tempo de serviço mínimo dos militares e instituir contribuição obrigatória para cadetes das Forças Armadas são assuntos que estão na pauta.

Outra previsão do FMI é que o PIB da América Latina deve acelerar com avanço de Brasil e Argentina, em torno de 2% neste ano para 2,5% em 2020.

"O Brasil tem uma agenda de consolidação fiscal e abertura comercial muito importante. Os passos da implementação destas políticas vão determinar o ritmo da expansão econômica do país nos próximos anos", destacou Werner.

Para ele, a Argentina está em processo de retomada do nível de atividade com medidas adotadas pelo governo do presidente Maurício Macri e deve apresentar melhores resultados do Produto Interno Bruto em alguns meses.

De acordo com o diretor do FMI, a instituição multilateral acompanha os últimos desdobramentos políticos na Venezuela, e manifestou que "não há sinal" de reversão da queda do PIB neste ano. (Agência Estado)

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