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As melhores opções de investimento em 2019

| MERCADO | Os investidores brasileiros que quiserem ter maiores rendimentos neste ano devem se mexer mais e ficar atentos às oportunidades que se abrem com a perspectiva de melhora da economia

Em 2019, os investidores que quiserem ter maiores rendimentos devem se mexer mais e ficar atentos às oportunidades. A combinação da inflação controlada, que fechou 2018 com alta de 3,5%, e a taxa básica de juros (Selic) baixa, em 6,5%, é positiva para o processo de retomada da economia. Mas deve continuar limitando os ganhos de quem investe em renda fixa no Brasil. Além disso, as medidas que serão adotadas pelo novo governo de Jair Bolsonaro (PSL) na área econômica e o cenário internacional também deixam muitas questões em aberto no mercado de renda variável.

Mesmo assim, este ano promete ser melhor que 2018, na avaliação do educador financeiro Reinaldo Domingos. Ele explica que, embora não haja perspectiva de que os papéis de renda fixa (que trazem menos riscos por possuírem regras de remuneração definidas no momento da aplicação, como os Certificados de Depósitos Bancários-CDB e Tesouro Direto, por exemplo), voltem a trazer grande retorno - com taxas acima de 14%, como em 2016, quando a economia estava descontrolada - a tendência não é de desvalorização abrupta.

"Não acredito que os juros vão cair mais do que já estão. Há, inclusive, uma perspectiva de de aumentar até 7,5% neste ano até por uma questão político-monetária", diz.

Na prática, como a inflação projetada para 2019 é em torno de 4%, segundo o último Boletim Focus do Banco Central, essa diferença de pontos percentuais em relação à Selic sinaliza que, mesmo em produtos mais conservadores, ainda haverá possibilidades de ganho real, como é o caso de um CDB que pague 100% da variação do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) ou títulos de Letras de Crédito Imobiliário (LCI) ou Letras de Crédito de Agronegócio (LCA) que pague a partir de 80%, por ser isento de Imposto de Renda.

A expectativa é que essas opções sejam mais rentáveis do que a poupança, a forma mais comum de poupar dinheiro no Brasil, mas que em 2018 ficou em apenas 4,62%. O ideal é diversificar o mix de investimentos.

O economista Vitor Leitão reforça que, para quem tem como foco melhorar a rentabilidade, no entanto, o recomendado é se abrir mais ao risco. E a boa perspectiva em relação à recuperação da economia pode trazer muitas oportunidades no mercado de ações.

"Acredito que, no Brasil, vamos conseguir aprovar a reforma da Previdência. E só isso já vai dar um bom ajuste fiscal nas contas do Governo, principalmente, se for muito agressiva como parece que vai ser. E isso tende a se refletir na economia, na melhora fiscal, nos índices de confiança dos investidores e na produção industrial que tende a melhorar. É uma série de fatores que juntos fazem com que a gente acredite que a Bolsa de Valores vá bater novo recorde neste ano. Em 2018, valorizou em torno de 15%, mas ainda tem muito espaço para subir", analisa.

É claro que, se as propostas forem muito desidratadas ou não vingarem, novos escândalos políticos ocorrerem, ou o cenário internacional que segue instável, sobretudo, em relação à guerra comercial entre Estados Unidos e China e à possibilidade de elevação da taxa de juros norte-americana ocorrer, tudo pode mudar.

Mas o sócio da Conceito Investimentos, Ênio Arêa Leão, que também é vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef-CE), destaca a grande tendência de valorização das ações brasileiras. "Até porque as ações internacionais não devem continuar subindo preço como nos últimos anos. A tendência é muito mais de atividade de investimento no Brasil".

Irna Cavalcante

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